O Partido Popular Monárquico (PPM) afirmou que vai pedir ao Presidente da República para convocar eleições antecipadas, considerando que o país não pode ficar um ano em pré-campanha e à espera das reformas «de que tanto necessita».

Para os monárquicos, a generalidade dos partidos anda há meses em campanha eleitoral, já a pensar nas legislativas de 2015, o que tende a acentuar-se, como revela a «feroz luta pelo poder que se instalou no Partido Socialista».

«A gestão do país, que exige medidas de fundo e reformas verdadeiramente estruturais, decorrerá no próximo ano num ambiente de grande conflitualidade política e ausência total de compromisso», sublinhou o presidente do

PPM, Paulo Estêvão, numa conferência de imprensa na cidade da Horta, nos Açores.

Para o também deputado no parlamento dos Açores, «o que resta da legislatura mais não será do que um longo período de pré-campanha eleitoral», «um ano perdido para as reformas e a governação racional de que o país tanto necessita» e também favorável à «germinação do populismo e do voto de protesto».

O PPM considera por isso que «o país só tem a ganhar» se houver eleições legislativas antecipadas o mais rapidamente possível, pelo que a Comissão Política do partido vai «notificar» o Presidente da República, o Governo e outros «agentes políticos» desta posição.

Paulo Estêvão sublinhou que o PPM não visa com este apelo a Cavaco Silva beneficiar qualquer força política, mas apenas zelar pelo interesse de Portugal, acrescentando que o PS «tem também condições para resolver o seu problema interno se quiser pensar em primeiro lugar no país».

O dirigente do PPM acrescentou que não vê também o Governo PSD/CDS com «condições para iniciar o novo ciclo de reformas» de que o país precisa depois de terminado o programa de ajustamento financeiro, sobretudo se os dois partidos decidirem apresentar-se separados nas próximas eleições legislativas.