O cabeça de lista do PS por Aveiro, Pedro Nuno Santos, comparou, esta quinta-feira, Passos Coelho a um “bombeiro incendiário” que destruiu o emprego e agora diz estar a “apagar o fogo” do desemprego.

“Passos Coelho é uma espécie de bombeiro incendiário: cria o problema, para depois tentar compensar a seguir. No debate de ontem [quarta-feira] lembrou que na primeira metade da legislatura foram destruídos 400 mil postos de trabalho, para depois tentar acenar com 200 mil que foram criados nos últimos dois anos”, criticou, citado pela Lusa.


Durante uma visita ao concelho de Vagos, Pedro Nuno Santos aludiu ao debate entre Passos Coelho e António Costa nas televisões, que considerou o verdadeiro início da campanha, porque o primeiro-ministro não vai poder mais “esconder-se e fugir às suas responsabilidades."

“Tivemos um governo que durante a primeira metade da legislatura fez mal à economia, destruiu emprego e empurrou centenas de milhares de portugueses para a emigração. A sua opção de ir além da ‘troika’ teve como resultado a destruição de 200 mil postos de trabalho e todos pagamos caro essa opção a que ontem tentou fugir”, comentou.

O cabeça de lista do PS por Aveiro diz que Passos Coelho tem tentado fugir a entrevistas e debates para não ser responsabilizado, “como se viu no debate televisivo, em que escondeu-se atrás da troika, do passado, de Sócrates, fugindo sistematicamente às responsabilidades da sua governação.

Para Pedro Nuno Santos, no debate “ficou evidente que o líder do PSD tem um problema de credibilidade, com um conjunto de compromissos que foram feitos na campanha de 2011 e que não cumpriu e que se prepara para repetir, nomeadamente com os cortes na segurança social”.

A comitiva socialista esteve na Praia da Vagueira em contacto com os pescadores de xávega, uma arte de pesca “de grande importância cultural e como meio de subsistência de muitas famílias no distrito, desde Espinho aqui à Vagueira”.

“Vamos promover o registo da arte de xávega como património cultural imaterial e, dado o seu diminuto impacto, nomeadamente na pesca da sardinha, propor que a xávega não seja contabilizada na quota nacional da sardinha, porque a cada lance a quantidade é residual”, anunciou Pedro Nuno Santos.