O PSD voltou a ser a força política mais votada na Madeira, mas perdeu este domingo um dos quatro deputados na Assembleia da República, numas eleições marcadas pelas subidas do PS e BE e a queda do CDS-PP na região.

O círculo eleitoral da Madeira elege seis deputados para a Assembleia da República (AR), tendo o PSD ficado nas eleições de hoje com três, o PS com dois e o BE com um representante.

O PSD/M, que concorreu pela primeira vez a umas legislativas nacionais sob a liderança de Miguel Albuquerque, venceu em dez dos 11 concelhos do arquipélago, obtendo 47.228 votos (37,75%) mas perdeu um dos lugares que ocupava desde 2009 em São Bento.

Os sociais-democratas madeirenses também perderam mais de 20 mil votos, em comparação com as eleições de 2011, quando alcançaram 68.620 votos (49,42%).

A advogada Sara Madruga da Costa, a economista e assessora da embaixada alemã Rubina Berardo e o ex-jornalista e gestor Paulo Neves passam a ser os deputados sociais-democratas madeirenses na AR.

O PS/Madeira, que vem de uma derrota nas últimas eleições legislativas regionais e de umas internas, tendo atualmente na liderança Carlos Pereira, continua a ser a segunda força política na região.

Os socialistas madeirenses tinham um representante na AR e conseguiram aumentar a sua representação elegendo dois deputados, tendo vencido no município de Machico.

O líder socialista insular, Carlos Pereira, e o arquiteto Luis Vilhena serão os rostos do PS madeirense na AR.

O Bloco de Esquerda (BE) foi a surpresa destas eleições legislativas nacionais na Madeira ao conseguir eleger, pela primeira vez, um deputado pelo círculo da Madeira, tendo reunido 13.342 votos (10,66%) e passou a ser a terceira força política no arquipélago neste tipo de sufrágio. Paulino Ascensão foi o deputado bloquista eleito pela Madeira.

Quanto ao movimento de cidadãos Juntos Pelo Povo (JPP), que foi a grande surpresa nas últimas legislativas regionais, aquando da sua estreia, conseguindo formar um grupo parlamentar com cinco deputados na Assembleia Legislativa da Madeira, acabou por falhar o seu objetivo de ocupar um lugar em Lisboa, obtendo 8.671 votos (6,93%).

Na Madeira existem oficialmente 255.521 eleitores inscritos, tendo 125.104 (48,96%) exercido o seu direito de voto nestas eleições nas quais concorreram 15 forças políticas.

A abstenção neste arquipélago situou-se nos 51,04%, a mais elevada de sempre na Madeira, superior à registada em 2011 (41,97%).