O cabeça de lista por Lisboa do Nós, Cidadãos!, Mendo Henriques, equiparou esta quarta-feira a gravidade das dívidas das famílias e empresas à da dívida soberana do país, considerando que as pessoas não devem enfrentem o problema sozinhas.

Uma dezena de apoiantes do Nós, Cidadãos! realizaram esta manhã uma arruada pela zona de Alvalade, em Lisboa, com o objetivo de “chamar a atenção de que tão grave quanto a dívida soberana, que compete ao Governo cuidar, é também a dívida das famílias e das empresas”, afirmou Mendo Henriques.

No programa eleitoral do Nós, Cidadãos!, adiantou o candidato a deputado, constam medidas “para que as pessoas não enfrentem isoladas a situação de sobre-endividamento, para que seja considerada a possibilidade de lhes dar tempo de carência para o pagamento, de reestruturar as suas dívidas agregando pessoas com dificuldades semelhantes perante as empresas credoras”.

A “exoneração do passivo para pessoas que entraram em situação de falência e que estão impedidas de abrir um novo negócio” também é uma das bandeiras do partido.

O candidato criticou ainda a coligação Portugal à Frente e o Partido Socialista por não anunciarem “nenhumas medidas” relacionadas com as situações de carência das famílias e das empresas.

Envergando camisolas amarelas e bandeiras do partido, a comitiva distribuiu panfletos no Mercado de Alvalade, maioritariamente aos comerciantes por não se encontrarem naquele espaço muitos clientes, tendo seguido depois para a avenida da Igreja.

Num balanço da campanha eleitoral, o cabeça de lista por Lisboa congratulou-se com o facto de “a marca do Nós Cidadãos!”, partido legalizado há cerca de três meses, estar a ser identificada pelos eleitores.

Questionado sobre a queixa apresentada à Comissão Nacional de Eleições relativa às “irregularidades gravíssimas que têm marcado a votação nos círculos eleitorais da Europa e de Fora da Europa”, Mendo Henriques afirmou que já recebeu uma resposta que está a ser analisada por juristas, mas “continuam as anomalias”.

“Continuamos a analisar os factos, se se devem apenas à negligência ou se haverá algum dolo nessa negligência, se houver apresentaremos [nova] queixa evidentemente”, vincou.