O Manifesto 3D (Dignidade, Democracia e Desenvolvimento) anunciou esta terça-feira que vai formalizar, ainda esta semana, a proposta ao Bloco de Esquerda, à Comissão Instaladora do LIVRE e à direção da Associação Renovação Comunista para uma candidatura conjunta às eleições europeias.

«Vamos formalizar uma proposta à direção do BE e à Comissão do LIVRE no sentido de procurar condições para criar uma candidatura única, mobilizadora, abrangente às eleições europeias como um primeiro passo para um movimento que abra perspetivas para uma governação alternativa à estratégia da troika e da atual maioria» disse à agência Lusa Ricardo Paes Mamede.

Segundo este membro da Comissão Coordenadora do movimento, eleita este fim-de-semana na primeira reunião do grupo, o propósito desta ação não é «simplesmente apresentar uma candidatura às eleições europeias», mas sim «juntar forças e não criar mais uma força que disperse votos e energias».

Ricardo Paes Mamede lembrou que o Manifesto 3D surgiu com o propósito de juntar forças que criem condições para «uma governação alternativa» e que fará das eleições europeias «um momento fundamental de afirmação» dessas propostas que «milhares de pessoas no país, neste momento, anseiam»,

como refere à Lusa.

De acordo com a comissão coordenadora, a candidatura deve estar aberta a todos os cidadãos e movimentos e organizações políticas e sociais que se revejam nos seus propósitos e que queiram defender em Bruxelas uma inflexão da política europeia que se traduza no abandono das políticas de austeridade e na adoção de políticas solidárias e de apoio ao desenvolvimento à escala europeia.

Por parte do Manifesto 3D, existe «total abertura» para encontrar a solução que mais favoreça uma candidatura convergente o mais ampla possível. O Manifesto 3D irá realizar a primeira assembleia nacional de subscritores no início de fevereiro.

Segundo os promotores do Manifesto 3D, a iniciativa recolheu cinco mil assinaturas em três semanas.