O PSD, a coligação CDU, PCPT/MRPP, PNR, o PND e o BE foram os partidos que entregaram durante a manhã desta segunda-feira as listas de candidatos às eleições de 29 de março, na Instância Local da Comarca da Madeira.

Todos os partidos escolheram o dia de hoje, o último do prazo legal, para entregarem as respetivas listas de candidatos às eleições legislativas regionais de 29 de março.

O PSD/M, o partido maioritário na Madeira desde 1978, foi o primeiro a apresentar a documentação, sendo a candidatura encabeçada pelo novo líder regional do partido na região, Miguel Albuquerque, eleito nas eleições internas de 29 de dezembro para substituir Alberto João Jardim na presidência do PSD/M.

«Esta foi uma lista feita para ganhar as eleições regionais», afirmou aos jornalistas o secretário-geral do PSD/Madeira, Rui Abreu, acrescentando que «nos primeiros 40 nomes há 80% de renovação» e que estão representados todos os concelhos rurais.

O advogado Adolfo Brazão é o número dois da lista do PSD/M que integra ainda Rubina Leal e Pedro Calado [que foram vereadores na equipa de Albuquerque na câmara do Funchal], Sérgio Marques e Miguel de Sousa [com quem se defrontou nas internas do PSD/M a liderança do partido].

Albuquerque também incluiu, entre outros, os atuais deputados Tranquada Gomes, Jaime Filipe Ramos, Nivalda Gonçalves, Élvio Encarnação, Vânia Jesus e Gualberto Fernandes.

Depois foi a vez da Coligação Democrática Unitária (CDU), constituída pelo PCP/PEV entregar a documentação, voltando a apostar no seu atual deputado na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), o responsável dos comunistas madeirenses, Edgar Silva para «atingir o objetivo de voltar a ter um grupo parlamentar».

O Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) apresentou a candidatura encabeçada pelo comerciante Alexandre Caldeira, contando com a presença do líder nacional, Garcia Pereira, que afirmou que esta força política «veio para ficar e pretende eleger uma representação parlamentar na ALM que irá fazer com que nada seja como dantes», apresentando uma “lista de gente pobre, desempregada, que trabalha e trabalhou a vida inteira».

Já o Partido Nacional Renovador (PNR), que pela primeira vez concorre nestas eleições na região, tem como cabeça de lista Álvaro Araújo que afirmou que esta «candidatura resulta de um descontentamento pessoal e generalizado da população pelas medidas tomadas para lesar a classe trabalhadora», considerando que «tudo é possível», quando questionado sobre a possibilidade de eleger algum deputado a 29 de março.

Também o Bloco de Esquerda (BE) entregou as listas e insiste no seu coordenador regional, Roberto Almada, como primeiro candidato, seguindo-se o atual presidente da Assembleia Municipal do Funchal, Rodrigo Trancoso.

A mandatária bloquista, Guida Vieira, disse que o partido «sofreu muito» por ter sido «afastado» do parlamento regional nos últimos anos, adiantando que o BE apresenta uma lista paritária (52% homens, 48% mulheres) e com uma grande representatividade de jovens (30%).

Considerou ainda que o grande número de candidaturas nestas eleições no arquipélago «é um disparate da democracia», porque «dispersar os votos em tantos partidos não ajuda», defendendo ser necessário «dignificar o parlamento» e acabar com as «fantochadas».

O ex-vereador na Câmara do Funchal, Gil Canha, é o cabeça de lista do Partido Nova Democracia (PND), e declarou como principal objetivo da candidatura combater o PSD/M que «mudou de pele» como uma serpente, mas mantém a sua «essência maligna» e os «grandes grupos económicos que enriqueceram com o jardinismo e estão muito fortes».

«Agora que o leão [Alberto João Jardim] está combalido aparecem todos como heróis», vincou, admitindo «estar disponível para fazer alianças até com o diabo» para derrubar a «máquina nefasta do PSD».

À tarde está anunciado a entrega das candidaturas do Juntos pelo Povo (JPP), a coligação Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), a Plataforma de cidadãos (PPM/PDA), o CDS-PP e o PDR de Marinho Pinto, havendo ainda a possibilidade de o Movimento Alternativa Socialista (MAS) também oficializar a sua candidatura.