Os 16 partidos e coligações concorrentes às eleições europeias de 25 de maio entregaram estimativas de gastos de campanha num total de 4,2 milhões de euros, com a CDU (PCP/PEV) a apresentar o orçamento mais elevado.

A CDU (PCP/PEV) apresentou o orçamento mais alto para despesas com a campanha eleitoral, no valor de 1.150 mil euros, acima do PS, que conta gastar 1.140 mil euros e da coligação Aliança Portugal (PSD/CDS-PP) que entregou um orçamento comedido, apenas 855 mil euros.

O valor da subvenção corresponde a 10 salários mínimos nacionais de 426 euros, num total de 4.260.000 euros, dos quais 20 por cento são distribuídos por igual entre as candidaturas que elegerem deputados e 80 por cento, 3.408 mil euros, em função dos resultados eleitorais.

A coligação que integra os partidos do Governo espera pagar as despesas apenas recorrendo ao dinheiro da subvenção estatal, já que não apresentou qualquer previsão nas rubricas «contribuição de partidos políticos» ou de «angariação de fundos».

Os orçamentos para as despesas com a campanha eleitoral foram entregues no Tribunal Constitucional e publicados esta terça-feira no site da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, que coadjuva o TC na fiscalização das contas.

Com um orçamento para despesas de 1.140 mil euros, o PS prevê gastar a maior fatia em «comícios e espetáculos», 615 mil euros e 60.541 euros em «brindes», o dobro do que indicou a coligação PSD/CDS-PP para esta rubrica.

Tal como a coligação Aliança Portugal, o PS não prevê contribuir com qualquer verba, estimando como receita, para além da subvenção pública de 1.040 mil euros, um montante de cem mil euros de angariação de fundos.

De entre os partidos com representação no Parlamento Europeu, o Bloco de Esquerda foi o que apresentou o orçamento mais baixo, prevendo despesas de 338.165,95 euros.

O BE aposta nos «comícios e espetáculos», que levarão a maior parte do orçamento, cerca de 149 mil euros. As «estruturas, cartazes e telas» e a «propaganda, comunicação impressa e digital» custarão cerca de 118 mil euros.

Tal como a CDU, não há qualquer verba prevista para «conceção da campanha, agencias de comunicação e estudos de mercado», rubrica em que o PS espera gastar 92 mil euros e o PSD/CDS-PP 94 mil euros.

A CDU (coligação PCP/PEV) espera gastar 1.150.000 euros na campanha, 410 mil dos quais em Publicidade, comunicação impressa e digital e outros 400 mil em «custos administrativos e operacionais».

Em termos de receitas, a CDU estima receber 565 mil euros de subvenção estatal, e contribuir com outro tanto para as contas da campanha, fazendo uma estimativa conservadora quanto ao que poderá receber em angariações de fundos, apenas 20 mil euros.

O Livre, partido que se estreia em eleições, apresentou um orçamento de 20 mil euros, contando receber 15 mil em angariação de fundos e não espera por um cêntimo da subvenção estatal.

O Movimento Alternativa Socialista (MAS) apresentou um orçamento de apenas 14.300 euros, dos quais gastará cinco mil em tempos de antena e impressão de desdobráveis, e 4.400 em cartazes, segundo o documento que entregou no TC, o mais detalhado de todas as candidaturas.

O Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) conta gastar 11.500 euros, o PPV prevê 16 mil euros para despesas e o PTP 17 mil euros.

O orçamento mais curto foi apresentado pelo POUS, de 2200 euros, seguido pelo PNR, de 2500 euros, enquanto o mais elevado foi apresentado pelo PPM, de 399.480 euros.

Na estimativa de receitas, o PPM indicou que espera receber 279.480 euros da subvenção estatal e 100 mil euros em angariação de fundos.

Tal como o PPM, o PDA também espera receber parte da subvenção estatal 294 mil euros do total do orçamento, de 314 mil euros.

O PCTP/MRPP apresentou um orçamento de 60 mil euros para despesas, enquanto o partido Nova Democracia entregou previsão de despesas e receitas de apenas 20 mil euros.