O candidato presidencial Edgar Silva, apoiado pelo PCP, congratulou-se esta segunda-feira com o acordo político entre PS, PCP, Bloco de Esquerda e "Os Verdes", afirmando que como Presidente da República respeitaria a vontade do parlamento.

Edgar Silva considerou que “é tempo para um tempo novo”, e este acordo poderá “ao que tudo indica, travar um processo que atenta contra o interesse nacional, contra aqueles que são os valores e os princípios da Constituição de Abril”.

“E portanto se essas condições se vierem a criar e se for esse o sentido e a vontade de decisão dos parlamentares, eu como candidato congratulo-me, e como Presidente da República a outra coisa não estaria obrigado senão a respeitar a vontade do parlamento e dos parlamentares, sobretudo quando vai ao encontro daquela que é a vontade e o sentimento da sociedade portuguesa”, vincou o candidato presidencial, em declarações à Lusa à margem de um encontro com organizações representativas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa e da Carris.

Os partidos de esquerda – PS, BE, PCP e PEV - que formam uma maioria na Assembleia da República já anunciaram que irão reprovar o novo Governo PSD/CDS-PP através de uma moção de rejeição que será votada na terça-feira.

Edgar Silva mostrou-se também satisfeito por “se estarem a criar condições de governabilidade, o facto de se estarem a criar condições para a implementação de uma política alternativa”, e disse que esta situação vai ao encontro “a um grande sentimento que hoje atravessa a sociedade portuguesa, um sentimento de que já basta, que é preciso virar a página”.

“O povo e os trabalhadores aspiram a um novo rumo para Portugal então esse é um motivo de júbilo, de congratulação”, acrescentou.


Quanto à duração do acordo entre os partidos, o candidato à Presidência da República disse que “será sobretudo uma resposta a ser dada pelos deputados, pela maioria que se venha a formar no parlamento”, sublinhando também que “ao que tudo indica estarão criadas condições” para soluções de Governo e “perspetivas de implementação de uma política alternativa”.

Questionado acerca da ausência de Bloco de Esquerda e PCP num executivo liderado por António Costa, Edgar Silva remeteu uma resposta para os partidos e respetivos grupos parlamentares.

“É uma questão que já se reporta a uma intervenção própria dos partidos e dos grupos parlamentares, já não me competirá como candidato fazer uma avaliação ou juízo de valor”, afirmou.