O Partido Social Democrata ganhou as eleições regionais na Madeira e garantiu a maioria absoluta à última hora, conseguindo eleger o 24º deputado para esse efeito. Venceu com 44,33%, isto é, 56.690 votos, num ato eleitoral ensombrado por um novo recorde na abstenção.

Miguel Albuquerque, o senhor que se segue a Alberto João Jardim na liderança do arquipélago, suspirou assim de alívio. Perdeu um assento no Parlamento regional em relação ao último escrutínio, mas segurou as pontas. No seu discurso, não citou o antecessor uma única vez. Falou sempre em renovação, «novo ciclo», «novo rumo»



A oposição, toda somada, conseguiu eleger 23 deputados.

Durante cerca de duas horas, o CDS-PP temeu passar a terceira força política, mas acabou por manter o segundo lugar e elegeu sete deputados.

O PS, que concorreu com mais três partidos, na coligação Mudança, ficou em terceiro, garantindo apenas seis deputados. Foi o primeiro partido a reagir:  «Os objetivos não foram atingidos. Há ilações a tirar». Para além de assumir a derrota, foi rápido a protagonizar outra notícia da noite: o líder regional do PS, Víctor Freitas, anunciou a demissão

A abstenção foi gritante. Mais de metade (50,28%) dos eleitores inscritos, que eram 257.232, não votou. Só exerceram o seu direito de voto 127.893 cidadãos. 

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Comparando com o último escrutínio, em 2011, o PSD perdeu então um deputado. Em percentagem de votos, desceu cerca de quatro pontos percentuais nas preferências dos eleitores: