As primeiras projeções das eleições da Madeira dão como vencedor o Partido Social Democrata, agora já sem Alberto João Jardim na corrida e com Miguel Albuquerque como cabeça de lista. Com 40 freguesias apuradas, de um total de 54, o embalo acima dos 50% que vinha garantindo nas duas primeiras horas de contagem dos votos, esmoreceu um pouco. A esta hora, o PSD garante 49,56% das preferências dos eleitores. A elevada abstenção ensombrou o ato eleitoral. 

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A primeira reação do partido surgiu pela voz de Rubina Leal, a terceira deputada das listas do PSD:

«Estamos a ganhar, sobretudo nos principais concelhos da oposição. Julgamos e temos a convicção de atingir os nossos objetivos: a maioria absoluta»


O CDS, principal partido da oposição, recolhe cerca de 16% das preferências dos eleitores. Se esta contabilização se mantiver, conseguirá permanecer como segunda força política. Na primeira hora da contagem dos votos, surgia em terceiro. 

Já o  PS concorreu coligado com outras três forças políticas na coligação Mudança. São elas o  PTP, PAN, MPT, que representaram 5 deputados nas últimas eleições legislativas regionais de 2011. A coligação Mudança conquista à volta de 10% dos votos.

O movimento Juntos Pelo Povo ( JPP) vai com 7%, surgindo à frente da   CDU (3,7%) e do BE (3,1%). Entre as restantes forças políticas o sobe e desce tem sido constante.

A abstenção foi a grande protagonista deste ato eleitoral, ultrapassando os 50%, num dia bastante soalheiro no arquipélago da Madeira. Ou seja, votaram menos de metade dos eleitores inscritos.

Esta foi, de resto, a primeira eleição regional com 11 forças políticas a disputar os 47 assentos no Parlamento regional.

Depois de quase quatro décadas no poder, Alberto João Jardim sai de cena, mas a Madeira continua cor de laranja.