Eufórico quanto baste, Vasco Cordeiro dirigiu-se aos socialistas açorianos. Atrás de si, esteve sempre Carlos César, o seu antecessor na presidência do Governo regional.

Foi uma grande vitória do Partido Socialista, que mantém a sua representação em todas as ilhas da região", afirmou Vasco Cordeiro.

Sem querer avaliar a perda de um mandato face às eleições de 2012, o líder açoriano preferiu enaltecer que o PS continua com condições para continuar a sua política.

O PS mantém uma maioria estável, para honrar os compromissos que apresentámos aos açorianos", referiu Vasco Cordeiro.

Os resultados atestam a confiança das açorianas e dos açorianos para a forma como o PS tem governado a região", acrescentou.

Questionado se o combate à abstenção será também um objetivo a partir de segunda-feira, o cabeça de lista do PS pelo círculo de São Miguel referiu que “será muito mau se esse for apenas um objetivo” seu.

Da mesma forma que será muito mau se esse for apenas um objetivo das forças políticas”, assinalou, salientando que esta questão “diz respeito a toda a sociedade, àqueles que têm uma participação política mais ativa e àqueles que não têm essa participação”, mas também aos órgãos de comunicação social na forma como valorizam e tratam não apenas os atos eleitorais”, mas a atividade política.

Para Vasco Cordeiro, “é mais do que tempo” que todos cheguem à conclusão de que é “necessário refletir muito a sério sobre aquilo que se passa", mesmo tirando as questões relativas à abstenção técnica ou à inflação dos cadernos eleitorais.

Antes, Vasco Cordeiro saudou o povo açoriano pela forma “tranquila e serena” como decorreu o sufrágio, saudando, ainda, “todas as forças políticas candidatas", assim como as suas lideranças e respetivos candidatos pela participação neste ato eleitoral.

O responsável saudou ainda todos os socialistas, em especial Carlos César, “pelo apoio, incentivo, presença”, e ao secretário-geral do partido, António Costa.

“Se é certa que a sua presença significou que todos os socialistas portugueses comungavam deste nosso percurso e deste nosso combate eleitoral, esta vitória do PS/Açores é, também, uma vitória de todos os socialistas portugueses”, acrescentou.

Costa em Lisboa

O secretário-geral do PS enalteceu a "quinta vitória consecutiva" do PS nas eleições regionais dos Açores, vincando que tal resulta do "reconhecimento da excelência da governação" socialista, escusando-se a fazer leituras nacionais da votação.

Não faço leituras nacionais de eleições regionais. Estas foram as eleições da Região Autónoma dos Açores, em que votaram as açorianas e os açorianos", vincou António Costa, em declarações aos jornalistas na sede nacional do PS, em Lisboa.

O líder do PS, e também primeiro-ministro, advoga que o resultado nos Açores resulta "certamente" do "reconhecimento da excelência da governação do PS" na região autónoma.

Estas foram umas eleições dos açorianos, uma vitória do PS/Açores e de Vasco Cordeiro", continuou António Costa.

Noite sem festa no centro de Ponta Delgada

O palco da habitual da festa de vitória eleitoral, na cidade em Ponta Delgada, nos Açores, estava esta noite praticamente vazio, porque o PS, apesar de ser o vencedor das eleições regionais, decidiu não celebrar nas ruas.

Ao contrário da festa do PS/Açores no sufrágio de 2012, no centro de Ponta Delgada, esta noite, junto ao monumento das Portas da Cidade, estão apenas jornalistas e alguns turistas, que ao passar perguntam o que irá acontecer por verem as câmaras de televisão.

O líder do PS/Açores, reeleito deputado pelo círculo de São Miguel e que deverá ser nomeado presidente do Governo Regional, abandonou a pé com a família o Teatro Micaelense, onde decorreu a noite eleitoral socialista, mas não tendo feito o tradicional trajeto até às Portas da Cidade, onde costuma discursar para a população.

Habituados a assistir às festas eleitorais, vários taxistas estacionados junto ao local disseram à Lusa estranhar que não tenha aparecido ninguém para festejar a vitória do PS/Açores.