O grupo parlamentar Os Verdes questionou o Ministério da Educação sobre se pretende adaptar as metas curriculares do ensino secundário para as ofertas formativas que não se enquadram nos cursos científico-humanísticos e que também permitem prosseguir estudos superiores.

Em comunicado, o Partido Ecologista Os Verdes refere que a homologação dos novos programas e metas curriculares nas disciplinas do ensino secundário de Português, Matemática e Física e Química deixam em condições de desigualdade no acesso ao ensino superior os alunos das vertentes do ensino artístico especializado, profissional e vocacional.

Se os alunos do ensino secundário da vertente científica-humanística, que engloba a maioria dos estudantes deste nível de escolaridade, começam a ver aplicadas as novas metas já a partir do próximo ano letivo, para as restantes ofertas formativas «não propôs o MEC [Ministério da Educação e Ciência] qualquer tipo de alteração ao programa da disciplina de Português».

«Pretenderá o MEC manter o atual programa de Português no Curso Artístico Especializado e Profissional e, desta forma, criar dificuldades adicionais aos alunos destes cursos que pretendam prosseguir estudos, dado que terão de realizar um exame com os conteúdos do novo programa?», questionam Os Verdes, num conjunto de perguntas remetidas ao Governo através da Assembleia da República.


O grupo parlamentar do partido ecologista pretende ainda saber se o MEC tenciona fazer qualquer adaptação aos programas dos cursos que não são diretamente vocacionados para o prosseguimento de estudos superiores, e se pretende ter a partir de 2017/2018, o primeiro ano letivo em que os exames nacionais serão feitos tendo em conta as novas metas e programas, adotar dois modelos de exames distintos, para os estudantes do ensino científico-humanísticos e os restantes.