O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu, esta segunda-feira, uma «reflexão séria» sobre o modelo de colocação de professores, enfatizando que este não foi o primeiro ano letivo em que houve problemas, já que estes são «recorrentes».

No final da segunda jornada do «Roteiro para uma Economia Dinâmica», Cavaco Silva foi questionado pelos jornalistas sobre se o ministro Nuno Crato tem condições para continuar à frente da educação depois dos problemas com as colocações dos professores, respondendo que só o primeiro-ministro «tem competência para propor a nomeação ou a exoneração dos ministros».

Na opinião do Chefe de Estado, «as coisas não correram bem na colocação dos professores» e apesar de parecer «que está em vias de resolver-se o problema», é preciso «fazer uma reflexão séria sobre o modelo de colocação de professores porque não é a primeira vez que acontecem estas coisas" já que "estes problemas são recorrentes».

«Portanto há alguma coisa que não está bem em Portugal naquilo que diz respeito ao modelo de colocação dos professores», enfatizou.

Segundo Cavaco Silva, apesar de a questão estar em vias de se resolver, «até este momento já houve atrasos nas aulas e portanto os alunos foram prejudicados» e, «por outro lado, alguns professores viveram tempos de angústia, sem saber onde é que iriam trabalhar».

«Como sabem eu vivi em Inglaterra, tive filhos numa escola e os problemas de colocação de professores nunca se colocavam porque penso que havia uma descentralização na colocação de professores e não era tudo resolvido no Ministério da Educação», comparou.

Sobre os problemas na plataforma informática Citius, o Presidente da República afirmou que «estão em vias de resolução», parecendo que «pelo menos comarca a comarca, começa a funcionar praticamente em todas».