
O PCP vai pedir a apreciação parlamentar do diploma da revisão da estrutura curricular do básico e secundário, anunciou hoje o deputado comunista Miguel Tiago.
À margem de uma tribuna pública contra a revisão organizada pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Miguel Tiago disse à Agência Lusa que o Parlamento tem de debater este diploma «inaceitável».
«Assim que for publicado iremos pedir a apreciação parlamentar, que supõe que se façam audições. Não vamos permitir que o Governo faça como quer, depois de um debate forjado», indicou.
O PCP considera que o projeto de revisão dos currículos tal como o Governo pretende é «uma desfiguração da própria escola pública».
As opções do Executivo - reforço do português e matemática, fim de desdobramentos de disciplinas experimentais, entre outras - traduzem uma vontade de transformar a escola numa instituição que forma «miúdos descartáveis para o mercado de trabalho», defendeu.
«Acaba-se com a ideia de uma formação transversal. Esta revisão não tem qualquer fundamento pedagógico ou científico», salientou.
Para o PCP, o único propósito da revisão é poupar dinheiro.
Com a Fenprof a pedir a suspensão do processo, Miguel Tiago garantiu que os comunistas, que «não assumem compromissos com a troika», também estarão atentos à «política destrutiva» do Governo no setor da educação.