Firmando-se na ideia de que "a vida humana vale tudo e a tragédia do ano passado exige isso", o ministro da Administração Interna salientou no "Jornal das 8" da TVI que "ao fim de sete dias, o incêndio [de Monchique] está estabilizado, sem perda de qualquer vida humana", mesmo com a agravante das "condições meteorológicas excecionais, em que se bateram recordes de temperaturas mais elevadas".

Tivemos neste quadro muito menos ignições do que em período comparável", frisou o ministro, para ainda assim assumir que, no caso de Monchique, "estamos ainda com um incêndio que não está declarado como extinto", o qual será alvo de balanço no final.

Rebatendo críticas avulsas e diversas que têm surgido face ao combate a um incêndio que dura há sete dias, Eduardo Cabrita - cuja "mãe é de Silves" e tem "vários familiares nalgumas das localidades atingidas" - defendeu a iniciativa que obrigou "cerca de 500 pessoas a serem retiradas das suas habitações preventivamente" e desvalorizou até as queixas da presidente da Câmara local, como sendo fruto de uma "natural angústia".

A presidente da Câmara de Silves foi permanentemente acompanhada. Ainda ontem falei com ela", salientou o ministro, sobre as críticas de Rosa Palma, para quem houve falta de comunicação e coordenação no combate ao incêndio, por parte da Proteção Civil.

Intensificar prevenção

Eduardo Cabrita destacou ainda, tendo como pano de fundo o grande incêndio que continua a assolar o Algarve, que "o esforço de prevenção que foi feito ao longo do no último inverno tem de ser ainda mais intensificado no próximo ano", no que respeita ao "ordenamento florestal".

Sempre dissemos que o Algarve era a principal área de risco, daí o pré-posicionamento de um pelotão do Grupo de Intervenção e Socorro do Algarve", disse o ministro, defendendo que "os meios pré-posicioandos permitiram uma intervenção na primeira fase muito significativa"

Para Eduardo Cabrita, houve também uma situação normal com a passagem para o comando nacional do combate ao incêndio de Monchique.

A avaliação tem de ser feita pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, em função daquilo que é duração do evento, o conjunto de ocorrências a nível nacional, as condições no terreno", expôs o ministro.

 

Apoios às populações

Eduardo Cabrita garantiu ainda que, face às críticas de associações de bombeiros profissionais sobre a operação em Monchique, o pedido de uma audiência será atendido.

Essa associação sindical de bombeiros profisionais naturalmente será recebida, como sempre foi, quando terminarmos esta fasede combate", disse o ministro.

Sem querer prever quando estará totalmente apagado o fogo de Monchique - "nunca me viu fazer esse tipo de previsões" - Eduardo Cabrita salientou o ponto de situação feito pela "2.ª comandante nacional, que diz que está estabilizado, tendo apenas alguns pontos quentes".

O final do incêndio que está a afetar os concelhos algarvios de Monchique, Portimão e Silves será também o ponto de partida para que sejama avalaidos apoios às populações, segundo a promessa do ministro na entrevista à TVI:

Assim que o incêndio seja considerado como controlado, imediatamente o Governo realizará com os três munincípios diretamente atingidos, um conjunto de trabalhos de avaliação: na área das habitações, com Ministério do Ambiente, na área da agricultura, avaliando danos na produção e perdas de animais, com o MInistério da Economia, vendo se houve danos em unidades turísticas, e com o Ministério do Trabalho, verificando se estas pessoas que tiveram de ser apoiadas, quantas precisarão de continuar a sê-lo".