O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse hoje que o país terá este ano, em termos de meios aéreos de combate a incêndios, o "melhor sistema de resposta" que alguma vez possuiu.

Nesta matéria, o que nós teremos é o melhor sistema de resposta em termos de meios aéreos que o país alguma vez teve. Portanto, há decisões que foram tomadas, há sobretudo uma diversificação da resposta. Nós teremos meios aéreos, quer helicópteros quer aviões, disponíveis todo o ano", garantiu o governante.

O ministro da Administração Interna falava aos jornalistas em Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, à margem da cerimónia de assinatura de protocolos para constituição de 79 Equipas de Intervenção Permanente (EIP) entre a Autoridade Nacional de Proteção Civil, as Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários e as Câmaras Municipais de vários pontos do país.

Questionado sobre o ponto de situação do processo relacionado com os meios aéreos de combate a incêndios, respondeu que "há processos de decisão que foram tomados" e "há alguns que carecem ainda de procedimentos administrativos".

Relativamente aos equipamentos do Estado (helicópteros Kamov), explicou que a Autoridade Nacional da Aviação Civil "pronunciou-se sobre a incapacidade da empresa que geria a manutenção" dos aparelhos.

Aquilo que faremos é tomar decisões, nesta matéria como noutras, para que o país disponha, também aí, de meios pesados adequados e suficientes", assegurou.

Sem especificar quando é que o quadro de aeronaves para combate a incêndios rurais ficará concluído, disse que o mesmo "será este ano mais reforçado do que nunca".

Ele vai-se completando todos os dias", concluiu Eduardo Cabrita.

600 bombeiros integrados

Eduardo Cabrita disse ainda que 600 elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB) vão ser integrados na função pública no âmbito do processo de regularização de trabalhadores com vínculos precários.

Segundo Eduardo Cabrita, o Governo está a fazer o reforço da "profissionalização do sistema" de combate a incêndios rurais que inclui várias vertentes, como a regularização do vínculo precário dos elementos da FEB.

A aposta "leva também a que seja regularizado, ao fim de mais de uma década, a situação profissional dos elementos da Força Especial de Bombeiros (FEB) no âmbito do processo de regularização de trabalhadores com vínculos precários", disse.

O governante explicou que "esses 600 elementos da FEB serão brevemente integrados na função pública com uma carreira própria".

O ministro da Administração Interna falava aos jornalistas em Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, à margem da cerimónia de assinatura de protocolos para constituição de 79 Equipas de Intervenção Permanente (EIP) entre a Autoridade Nacional de Proteção Civil, as Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários e as Câmaras Municipais de vários pontos do país.

As EIP são equipas de bombeiros profissionais que se destinam ao cumprimento de missões no âmbito da Proteção Civil.

Este conjunto de protocolos corresponde ao cumprimento de um dos objetivos do Governo: o reforço da profissionalização do sistema. Nós estamos a fazê-lo em várias frentes. Neste momento nós atingimos cerca de 280 equipas profissionais nos bombeiros. Vamos até final do ano acrescentar mais 40", disse

Acrescentou que neste momento 219 municípios do continente dispõem já de estruturas profissionais nos bombeiros.

Há um esforço de profissionalização que também leva à duplicação da estrutura dos GIPS, passando essa estrutura da Guarda [Nacional] Republicana a atuar em todo o território nacional e que leva também ao aumento da intervenção do SEPNA da GNR", rematou.

O ministro observou ainda que há uma atuação em vários domínios, existindo "mais de 1.300 bombeiros com estatuto profissional apoiados pela Autoridade Nacional de Proteção Civil", o que considera "uma peça essencial".

Até ao final do ano, julgo que atingiremos os 1.500. Assim estaremos a contribuir para a segurança das populações, com o envolvimento de todos", observou.