O eurodeputado do CDS-PP Nuno Melo disse hoje não precisar de fazer «provas de vida nem na Europa, nem em Portugal», acusando a socialista Edite Estrela de ser uma «democrata de circunstância» que «insulta» quando é derrotada.

«Felizmente, e ao contrário da deputada Edite Estrela, não tenho de fazer provas de vida nem na Europa, nem em Portugal, e principalmente afirmo-me pela substância das minhas ideias, não pelo absurdo delas, como a deputada Edite Estrela», afirmou o centrista à agência Lusa, em Estrasburgo.

Esta manhã, a anulação (e substituição) do relatório da eurodeputada do PS Edite Estrela sobre direitos sexuais e reprodutivos das mulheres por uma resolução do Partido Popular Europeu e dos Conservadores e Reformistas Europeus, gerou uma acesa troca de palavras em plenário entre a socialista e Nuno Melo.

Já em declarações aos jornalistas, à margem da sessão plenária, Estrela considerou «lamentável» a intervenção de Melo - que a acusou de ser uma «democrata de circunstância» de não aceitar a derrota política - e defendeu que o eurodeputado do CDS é um desconhecido em Estrasburgo que precisa de fazer «prova de vida».

Para Melo, as palavras da chefe da delegação do PS foram «um exercício deplorável» e «insultuoso».

«Na minha intervenção afirmei o óbvio, eu não admito que nenhum deputado de nenhum partido, da direita, do centro ou da esquerda, me insulte ou insulte um grupo a que pertenço pelo facto de ter sido derrotado numa eleição, por isso afirmei que a deputada Edite Estrela se revelou como é, uma democrata de circunstância», declarou.