O candidato presidencial Edgar Silva prometeu esta segunda-feira, caso venha a ocupar o cargo de chefe de Estado, vetar "tudo quanto atente contra direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores", comentando notícias sobre exigências de flexibilização laboral exigidas pela "troika".

Em Alverca, à porta das Oficinas Gerais de Manutenção Aeronáutica (OGMA), para contactar com os funcionários, o membro do Comité Central do PCP reagia assim às anunciadas 18 medidas defendidas por Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional cuja missão estará de volta a Lisboa a 27 de janeiro, numa terceira avaliação pós-programa de assistência económico-financeira.

"Tudo quanto procure vulnerabilizar vínculos de trabalho e atente contra direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores e das trabalhadoras em Portugal não contará com o meu apoio e não hesitarei, se Presidente for e assim o povo o quiser, através do voto - em utilizar todos os poderes, inclusivamente o veto, para impedir que sejam usurpados direitos de quem trabalha em Portugal", afirmou o deputado regional madeirense.


Para o candidato apoiado pelos comunistas, "já chega de toda uma narrativa, como se agora se diz, de roubo de direitos, de assalto a salários e rendimentos de quem trabalha em Portugal".