O candidato presidencial Edgar Silva considerou esta sexta-feira, em Peniche, que a submissão à Europa leva Portugal a "negar as suas potencialidades" em áreas como economia do mar, pelo que, se for eleito, quer empenhar-se na salvaguarda da soberania nacional.

"Estamos perante um tratado de servidão voluntária, de subserviência que tem vindo, em muito, a negar as potencialidades de um desenvolvimento soberano", afirmou aos jornalistas o candidato apoiado pelo PCP.

De visita à Nigel, fábrica de transformação de pescado, Edgar Silva deu o exemplo desta indústria, obrigada a importar 70% da sua matéria-prima, "quando estamos num país que tem a maior Zona Económica Exclusiva", e dos setores ligados à economia do mar, que têm sido vítimas "de políticas que têm vindo a ser impostas a Portugal que não têm garantido um conjunto de apostas decisivas" para o setor.

Edgar Silva disse que, a ser eleito, quer ter como prioridades a defesa da Constituição e dos interesses nacionais.

"Perante setores económicos que são do interesse nacional defender, o Presidente da República tudo pode fazer e muito se pode empenhar para a defesa desses recursos, a sua salvaguarda e o desenvolvimento das suas potencialidades", sublinhou.

Funções que, na sua opinião, o atual Presidente da República, Cavaco Silva, "se tem demitido" e "esteja mais empenhado em servir interesses estrangeiros ao país".