O candidato presidencial apoiado pelo PCP Edgar Silva comprometeu-se hoje a ser “um destacado defensor” de reformados, pensionistas e idosos, considerando que um Presidente da República não pode dormir sossegado com um terço da população na pobreza absoluta.
 

“Nos compromissos, a candidatura assume o dar voz àqueles que não têm voz. São uma inúmera multidão estes cidadãos e cidadãs que, como idosos, reformados e pensionistas, têm reformas que são baixíssimas e muito contribuem para que tenhamos hoje em Portugal cerca de três milhões de nossos concidadãos que vivem em situação de pobreza absoluta”, disse Edgar Silva à agência Lusa no final de uma reunião com a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI).


Na opinião do candidato presidencial apoiado pelo PCP, “o Presidente da República tem que ser um destacado defensor” daqueles que têm menos na sociedade portuguesa, como é o caso dos reformados, pensionistas e idosos, considerando que um chefe de Estado “não pode dormir sossegado sabendo que um terço da população que ele representa vive na pobreza absoluta”.

Para Edgar Silva, trata-se quase de “um submundo da sociedade portuguesa que precisa de ter voz, que tendo uma voz reivindicativa ela tem que ser acolhida”.
 

“É estranho que um Presidente da República perante pedidos de reunião, pedidos de audiência não manifeste a abertura de portas para poder acolher a voz da cidadania, daqueles que são carentes de direitos. Pedindo audiência, não acolher nem aceitar receber é uma situação quase inacreditável, deplorável”, criticou.


Este comentário surgiu na sequência de uma crítica feita à agência Lusa pelo presidente da MURPI, Casimiro Menezes, que lamentou que os reformados tenham “sido uma voz que tem sido muito calada ao longo destes anos”, inclusivamente pelo atual Presidente da República, Cavaco Silva, que apesar dos vários pedidos de audiência e dos vários protestos feitos nunca foram recebidos.

“Esta audiência é uma oportunidade que o MURPI tem como organização defensora dos reformados no sentido de expor a Edgar Silva os nossos problemas, para dar voz a estes problemas todos que afetam os reformados, pensionistas e idosos, que essencialmente são as reformas e a saúde”, disse ainda, defendendo ser “preciso valorizar as reformas, porque as reformas dos pensionistas não são dignas e é preciso aumentá-las”.

Segundo Edgar Silva, este pedido de reunião que fez ao MURPI – ao qual se juntam outros a demais setores da sociedade na âmbito da corrida eleitoral – revelam uma relação de proximidade “de quem não quer ficar refém numa torre de marfim”.
 

“O Presidente da República não pode refugiar-se em Belém com medo do povo, com medo da rua, com medo das populações que ele deveria representar”, enfatizou.


Na opinião do candidato apoiado pelo PCP, esta atitude demarca-o “não só em relação ao atual Presidente Cavaco Silva, mas também em relação a outros candidatos que estão identificados com a política de direita, que vão na linha de Passos Coelho e de Paulo Portas, que querem intensificar os processos de exploração e de empobrecimento na sociedade portuguesa”.