O secretário-geral do PS propôs esta quinta-feira na Assembleia da República, utilizar três mil milhões de euros que estão na posse do Estado para pagar dívidas às empresas. António José Seguro não poupou críticas ao Governo e acusou-o de esconder 700 milhões de euros relativos a cortes na despesa.

Durante grande parte do seu discurso, António José Seguro deu grande destaque ao pagamento das dívidas em atraso do Estado às empresas e afirmou: «colocamos à disposição do Governo duas soluções: Uma, a nossa proposta de confirming aprovada em junho no parlamento, mas à qual o Governo não deu execução; ou o apoio do PS para que os três mil milhões de euros que o Governo recebeu e tem depositado sejam utilizados num programa de pagamento de dívidas».

António José Seguro esclareceu ainda, e sem surpresas, que a sua bancada vai apresentar propostas alternativas que permitam «aliviar os sacrifícios dos portugueses e estimular a economia e o emprego».

«Como sempre, as propostas do PS serão acompanhadas da respetiva contrapartida orçamental, não contribuindo em nada para o aumento do défice", advogou, antes de defender medidas como a redução do IVA da restauração para 13 por cento e a reposição da cláusula de salvaguarda em sede de IMI», concluiu.

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