O PS acusou esta quarta-feira a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, de não dar o exemplo de «contenção» que pretende aplicar no seu ministério, aumentando a despesa com o seu gabinete em 12%.

No debate do Orçamento do Estado na especialidade, o deputado socialista Miguel Freitas, começou por criticar o «fracasso do MAMAOT» (ministério anteriormente liderado por Cristas e que foi partido em dois) e das «promessas logradas do primeiro-ministro de ter um Governo historicamente pequeno», sublinhando que a contenção dos gabinetes não acompanha os cortes noutras áreas.

Miguel Freitas afirmou que o gabinete do MAMAOT aumentou em 12 elementos de 2012 para 2013, passando o número de membros dos gabinetes da ministra e dos quatro secretários de Estado de 75 para 89.

«Comparado com a despesa feita em 2011 (último governo socialista), o gabinete gasta mais 500 mil euros, um aumento de 12%», assinalou, criticando a ministra por não dar «o exemplo de contenção».

A ministra contestou os números, dizendo que o número de pessoas afetas aos gabinetes decresceu de 53, em 2010, para 24 «neste momento», lembrando que «há mais um membro do governo» (o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar) por causa da importância que o Governo atribui a estas áreas.

A bancada do PS e as do PSD/CDS-PP trocaram também acusações sobre a execução do Programa de Desenvolvimento Regional, com os deputados da maioria a lembrarem que o PRODER esteve completamente parado no tempo do ministro da Agricultura socialista, Jaime Silva, que foi apelidado de «praga» por Nuno Magalhães (CDS-PP).

De acordo com Assunção Cristas, a taxa de execução do PRODER ronda os 72%, dois pontos percentuais acima da média da União Europeia.

A governante acrescentou que há ainda projetos em carteira que «devem ser pagos com o novo dinheiro» do próximo programa de apoio ao desenvolvimento rural.