O Presidente da República apresentou hoje Portugal como uma localização privilegiada para o investimento, sublinhando que o país tem conseguido criar confiança e recuperado a sua credibilidade internacional depois de da recessão em que esteve mergulhado desde 2010.

«Os sinais dos últimos meses têm sido encorajadores e permitem-nos encarar o futuro com mais esperança. Portugal saiu da recessão em que em que esteve mergulhado desde o final de 2010, a produção nacional cresceu consistentemente, no segundo e terceiro trimestres de 2013, sendo uma das maiores da União Europeia, e verificou-se alguma redução do desemprego», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, no encerramento do seminário empresarial luso-canadiano, que decorreu em Toronto, no Canadá.

Falando perante uma plateia de cerca de 300 potenciais investidores, Cavaco Silva lembrou que Portugal está sujeito a um programa de ajustamento económico, financeiro e orçamental desde maio de 2011, enfatizando a forma como o país cumpriu os compromissos assumidos e implementou as medidas previstas.

«Estou firmemente convicto de que os nossos parceiros e os mercados financeiros têm valorizado este fatos. E Portugal tem conseguido criar confiança e recuperar a sua credibilidade internacional», sublinhou.

À semelhança do que costuma fazer durante as suas deslocações ao estrangeiro, o Presidente da República voltou também a focar a questão do investimento estrangeiro em Portugal, dizendo que o país está preparado para o receber.

«Portugal apresenta condições e oferece vantagens para ser uma "priority location" nas opções de investimento que se desenham no espaço português e internacional. Estou certo que os empresários canadianos e os portugueses aqui residentes não deixarão de olhar para Portugal como um bom destino de investimento», disse, recordando que se está a ultimar um acordo de parceria entre a União Europeia e o Canadá que «irá criar todo um novo ambiente para o relacionamento empresarial».

O Presidente da República reconheceu, contudo, que é necessário proporcionar a quem investe um ambiente empresarial estável e atrativo, assegurando que Portugal está a trabalhar nesse sentido, tendo já sido iniciadas reformas nas áreas laborais, do licenciamento e da redução progressiva da carga fiscal e burocrática sobre as empresas.

Num país onde residem cerca de 430 mil portugueses e luso-descendentes, Cavaco Silva abordou ainda a questão das ligações aéreas diretas entre Lisboa e Toronto, congratulando-se pelo início de voos diretos pela Air Canada, através da sua subsidiária Rouge.

«A Air Canada, através da sua subsidiária Rouge, como já o faz a portuguesa SATA, iniciará, em breve, voos diretos para Lisboa, o que estou certo, dará uma nova dinâmica ao fluxo de turistas entre os dois países», referiu o chefe de Estado, aproveitando para pedir que esta nova ligação se realize ao longo de todo o ano e não apenas no verão, tal como está previsto.

Segundo anunciou em outubro a Air Canada, a companhia ligará, de 21 de junho a 21 de setembro, Toronto a Lisboa três vezes por semana (segundas-feiras, quartas-feiras e sábados). As ligações Lisboa-Toronto terão lugar às terças-feiras, quintas-feiras e domingos.

Quase em jeito de antecipação do discurso do Presidente da República, no arranque do seminário empresarial, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, tinha já feito alusão ao facto de Portugal estar a pouco mais de dois meses de concluir «com sucesso» o programa de ajustamento.

«Os resultados positivos estão a começar a surgir», sublinhou.

Tal como o faria depois o chefe de Estado, Rui Machete falou também de Portugal como «um país maravilhoso para visitar», um «excelente sítio para fazer negócios» e com uma «localização privilegiada».