O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, elogiou hoje o papel de Durão Barroso nas negociações do Quadro Financeiro da União Europeia 2014-2020 e afirmou que Portugal foi «consistentemente» apoiado pelo presidente da Comissão Europeia nesse processo.

Numa conferência sobre os fundos e programas europeus, organizada pela Comissão Europeia e realizada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, com Durão Barroso na assistência, Passos Coelho voltou a considerar que Portugal desperdiçou oportunidades criadas pelas ajudas europeias que nos últimos 25 anos, qualificando de «dececionantes» os resultados estruturais da sua aplicação no médio e longo prazo.

Quanto ao novo ciclo de fundos, o chefe do executivo PSD/CDS-PP sustentou que as verbas vão ser aplicadas com base em incentivos e regras que correspondem a um «novo paradigma», assinalando que «o critério do retorno real do investimento será, a partir de agora, fundamental na sua atribuição».

No final da sua intervenção, o primeiro-ministro lembrou o processo de negociações do Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia 2014-2020, deixando um elogio a Durão Barroso.

«Em todo este processo, coube à Comissão Europeia, e muito em particular ao seu presidente, Durão Barroso, saber interpretar o interesse geral da União. Portugal é, aliás, um defensor ativo do papel da Comissão no quadro institucional europeu e disse-o na reunião que tive em Bruxelas, juntamente com vários membros do Governo, com o colégio de comissários. As negociações do Quadro Financeiro Plurianual demonstraram, mais uma vez, a importância desta instituição para conseguir conciliar posições e promover acordos mais ambiciosos», declarou.

«No final, acabámos mais próximos da proposta original da Comissão Europeia e deixámos para trás soluções que nos eram prejudiciais e que, manifestamente, não serviam os propósitos da coesão e da unidade europeia. Foi assim na Política Agrícola Comum e na Política Comum de Pescas, na política de coesão e nos fundos estruturais», prosseguiu.

Passos Coelho acrescentou que «isto significa a Europa apostou e confiou em Portugal», concluindo: «Os resultados que conseguimos alcançar nas negociações, em que fomos consistentemente apoiados pelo presidente da Comissão Europeia, aumentaram a responsabilidade nacional no bom investimento desses fundos. Os portugueses cá estarão para responder afirmativamente a essa aposta».