O presidente do Eurogrupo, Jeroen Djisselbloem, considerou esta segunda-feira em Sintra que o resultado das eleições para o Parlamento Europeu é uma «mensagem clara» dos eleitores, que «estão a ficar impacientes» e que pedem mais crescimento e emprego.

O também ministro das Finanças da Holanda falava aos jornalistas à chegada do ECB Forum on Central Banking, organizado pelo Banco Central Europeu (BCE), que teve início no domingo e decorre até terça-feira.

«Os resultados são uma mensagem clara e mandatam-nos para alcançar mais resultados a nível de crescimento e de emprego nos próximos anos. As pessoas estão a ficar impacientes em vários países», disse Jeroen Djisselbloem, quando questionado pelos resultados eleitorais.

Um dos países, apontou o presidente do Eurogrupo, é Portugal: «Portugal está muito bem e em alguns aspetos melhor do que esperávamos. O crescimento está a surgir e o desemprego está a começar a descer. Mas o crescimento tem de se tornar forte e temos de dar resposta em termos de crescimento e da criação de emprego. As pessoas estão a ficar impacientes e eu percebo isso», afirmou.

O PS é o partido com mais mandatos nas eleições europeias de domingo depois de apurados os resultados em todas as 3.092 freguesias de Portugal e em 54 dos 71 consulados, segundo dados da Direção Geral de Administração Interna (DGAI).

Os resultados indicam sete deputados ( 31,45%) para o PS, seis (27,71%) para a Aliança Portugal (PSD/CDS-PP), dois (12,68%) para a CDU (PCP-PEV), um (7,15%) para o Partido da Terra (MPT) e outro (4,56%) para a Bloco de Esquerda, faltando atribuir quatro dos 21 mandatos de Portugal no Parlamento Europeu, que dependem dos resultados no estrangeiro.