O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sublinhou hoje a importância haver muito critério nas opções do Estado Social, já que é impossível «acudir a tudo», considerando ser necessária uma pedagogia para conseguir um exercício bem-sucedido de ordenamento de prioridades.

Pedro Passos Coelho discursava na cerimónia de inauguração das instalações requalificadas do Centro Integrado de Apoio à Deficiência, no Porto, onde afirmou ser muito importante, na política de suporte ao Estado Social, «ter sempre presente de que como não podemos acudir a tudo, devemos ser muito criteriosos nas prioridades a que temos de responder».

«Há uma pedagogia muito grande para fazer, seja ao nível da máquina pública, seja ao nível de todas as instituições, para podermos realmente fazer um exercício bem-sucedido de ordenamento de prioridades para podermos ter a certeza de que nos meios de que dispomos, e eles são finitos, não deixamos de atender aquilo que é verdadeiramente importante e que deve orientar a nossa busca por novas soluções», defendeu.

Na opinião do primeiro-ministro, a reabilitação do centro hoje inaugurado é exemplo disso mesmo, já que «foi com certeza uma escolha da Santa Casa da Misericórdia que poderia ter utilizado o que aqui investiu noutras opções».

Passos Coelho reiterou o «reconhecimento público desta notável obra que as instituições vêm fazendo, com o apoio da sociedade».

«Louvo o trabalho que aqui têm realizado e tenho a certeza que o senhor secretário de Estado da Segurança Social não deixará de ter em boa conta aquilo que foi a disponibilidade manifestada pelo senhor provedor da Santa Casa da Misericórdia para que outras valências e outras ofertas se possam desenvolver com o apoio público», disse ainda.

No discurso que antecedeu o de Pedro Passos Coelho, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares, considerou hoje, mais do que um dia de festa, é um dia de sucesso, e que este é um dos «equipamentos mais inovadores que Portugal pode oferecer», que resulta de um «juntar de sinergias» com a Segurança Social.

Garantindo que este é um caminho que vai continuar a ser traçado, António Tavares disse ainda que os resultados deste centro são «duplamente positivos para os cidadãos», quer para os utentes, quer para aqueles que suportam esta reposta social com os seus impostos.