O Citigroup desvaloriza a presença de Joaquim Pais Jorge nas reuniões com o Governo de José Sócrates para a apresentação de propostas devenda de swaps. Fonte do banco citada pelo jornal «Sol» adianta que ele não era o autor das propostas, mas apenas o diretor responsável pela gestão de clientes. Quem era responsável pela área de mercado da sucursal portuguesa do banco e até já terá assumido a paternidade da proposta ao anterior Governo era Paulo Gray.

O Citigroup tem evitado pronunciar-se, até à data, sobre a polémica por não pretender envolver-se na mesma, que assumiu contornos de luta política. O banco terá mesmo ponderado a divulgação de um comunicado sobre o caso, mas optou apenas por reunir documentação no sentido de responder a questões colocadas pela imprensa.

Uma dessas questões prende-se com a alegada manipulação do documento tornado público e cuja falsificação o Citigroup confirma. A fonte do banco citada pelo «Sol» assegura que o documento que está em poder do Citigroup não corresponder ao que foi mostrado pela SIC.

O banco manifesta-se incomodado com o facto da operação estar a ser apresentada na comunicação social como uma coisa «quase ilegal», descrita como tendo o objetivo de «esconder o défice público». O banco assegura que era swaps como quaisquer outros: produtos de risco que dependiam da evolução futura da taxa de juro indexada.