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O porta-voz do PSD, Marco António Costa, afirmou que o «inequívoco sucesso» da operação de emissão de dívida portuguesa a 15 anos é «um reconhecimento da credibilidade do país, face ao exterior e aos mercados financeiros».

«É um reconhecimento da credibilidade do país, face ao exterior e aos mercados financeiros, atestando a validade das políticas reformistas que têm vindo a ser postas em práticas por este executivo», afirmou Marco António Costa em conferência de imprensa na sede do PSD em Lisboa.

O vice-presidente social-democrata considerou que o «inequívoco sucesso» da operação, conjugada com a subida de 15 lugares de Portugal no ranking mundial da competitividade, devia fazer o PS interromper a sua disputa interna, para tecer um comentário.

«Desde 2008, ou seja, há seis anos, que Portugal não dispunha de capacidade e credibilidade para emitir dívida a tão longo prazo. A presente oferta constitui um sucesso, uma vez que a procura mais do que duplicou a oferta, atingindo um valor total de 8 mil milhões de euros», declarou.

Marco António Costa frisou que «em resultado desta resposta tão positiva dos mercados, a oferta total foi aumentada de 3 para 3 mil e 500 milhões de euros por parte do Estado português e a taxa de juro ficou nos 3,8%, abaixo do teto de 4% inicialmente previsto».

«A presente operação segue-se a várias operações de curto e médio prazo que foram igualmente um sucesso ao longo último ano. Mesmo tendo-se realizado desde 2013 várias emissões a 10 anos, a maturidade a 15 anos reafirma, sem margem para dúvidas, uma inequívoca confiança dos mercados nos títulos da República», afirmou, considerando que, conjugada com a subida de 15 lugares de Portugal no ranking da competitividade, mostra que o país «está a iniciar um novo ciclo económico».

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, defendeu esta quarta que a subida de 15 lugares de Portugal no ranking da competitividade é uma «prova de confiança» na economia portuguesa, geradora do investimento de que o país precisa para criar emprego.

«É a prova da confiança que há na economia portuguesa, confiança que gera investimento, essencial para o país combater o desemprego que, não obstante a redução consecutiva e significativa dos últimos 16 meses, continua em valores muito elevados», disse à Lusa Nuno Magalhães.

O presidente da bancada centrista argumentou que esta subida no ranking mundial de competitividade mostra, «ao contrário do que certa oposição quer fazer crer, que o esforço que empresas, empresários e trabalhadores têm feito dá resultado».

«Empresas, empresários e trabalhadores têm sabido adaptar-se à nova realidade», salientou também Nuno Magalhães

Portugal subiu 15 lugares e ocupa o 36º lugar no ranking mundial de competitividade de 2014-2015, divulgado pelo Fórum Económico Mundial, recuperando de uma queda que se verificava desde 2005, com exceção de 2011.

O ranking mundial de competitividade continua a ser liderado pela Suíça, seguida por Singapura. Estados Unidos, que subiram dois lugares, Finlândia e Alemanha, que desceram uma posição cada um, ocupam o terceiro, o quarto e o quinto lugares da tabela.

Portugal surge no 36º lugar do ranking, invertendo uma tendência de queda que se verificava desde 2005, quando o país alcançou o 22º lugar. O país caiu na tabela durante vários anos, à exceção de 2011, quando subiu uma posição, e no relatório divulgado no ano passado ocupou o 51º lugar.

No caso português, o Fórum destaca que «o ambicioso programa de reformas adotado pelo país parece começar a dar bons resultados», considerando, no entanto, que Portugal «não deve ser complacente e deve continuar com a implementação completa» dessas reformas, de modo a combater «as preocupações macroeconómicas persistentes».