[Notícia atualizada às 15h30]

O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, defendeu hoje que devem ser corrigidas as situações de injustiça que se criaram nos últimos anos nesta nova fase da vida do país.

O Governo reagiu e diz Marques Guedes que o Executivo não podia estar mais de acordo com as palavras de cavaco Silva e que é precisamente para melhorar a vida dos portugueses que o Governo tem trabalhado nos últimos três anos.

«Os indicadores que vamos conhecendo e que evidenciam uma clara recuperação da economia, uma redução do desemprego e um aumento do clima de confiança, são uma janela de esperança para os portugueses mais atingidos», disse.

«O dividendo orçamental do crescimento económico, proporcionado pelos aumentos das receitas dos impostos e pela redução dos subsídios de desemprego, é uma oportunidade que deve ser aproveitada para alcançar uma melhor conciliação entre as regras europeias de disciplina das contas pública e as correções das injustiças acumuladas nos últimos anos. A coesão social e os desafios do futuro assim o impõem», acrescentou.

Acompanhado pelo secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Agostinho Branquinho, provedor da Misericórdia de Azeitão, Jorge Carvalho, pelo vice-presidente do Grupo Visabeira, Paulo Varela, e pela presidente da câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, o Presidente da República reconheceu que os «portugueses demonstraram ao longo do tempo, em que vigorou este difícil programa de ajustamento, um admirável sentido de comunidade».

«Agora, é importante que os sinais de esperança que vemos no horizonte se possam concretizar, incluindo na perceção de mais equidade e justiça por parte dos cidadãos, valores essenciais para a preservação da coesão social», afirmou.

O Presidente da República falava a centenas de pessoas na cerimónia de inauguração do complexo Porto Salus Saúde e Bem Estar, um investimento de 23 milhões de euros, no âmbito de uma parceria do grupo Visabeira e a Misericórdia de Azeitão.

Situado em Azeitão, o complexo Porto Salus que permitiu criar 150 postos de trabalho dispõe também do hospital de Nossa Senhora da Arrábida, com 102 camas, especialmente vocacionado para cuidados continuados e paliativos.

O complexo inclui ainda uma unidade residencial, com 91 unidades de alojamento, e a capacidade para 120 utentes.