A sugestão de Bruxelas veio em mau timing, em plena campanha para as eleições legislativas, e, por isso, o candidato da coligação Portugal à Frente, Paulo Portas, apressou-se a comentá-la: "É uma mera opinião", disse aos jornalistas, que foram chamados para ouvir o também vice-primeiro-ministro sobre o documento conhecido esta segunda-feira, em que a Comissão Europeia dá conta de que o país ainda tem "margem" para aumentar os impostos.

Pelo contrário, continuou, em direto para as televisões: "Vamos baixar a carga fiscal progressivamente no IRS através da eliminação da sobretaxa - está no programa de estabilidade e os indicadores económicos confirmam a nossa estratégia -" e reduzir o IRC.

Perante a insistência sobre se a sugestão de Bruxelas poderia ser mais do que isso, Portas insistiu: "É uma mera opinião. Documentos vinculativos com a Europa só o Programa de Estabilidade e está entregue há muito tempo".

Para Portas, a "estratégia fiscal" do Governo é "muito clara". E conclui: "não andamos ao sabor do vento".

O relatório de 2015 sobre reformas fiscais nos Estados-membros, divulgado pela Comissão Europeia, considera que Portugal apresenta um “risco elevado” de sustentabilidade a médio prazo e necessita de atuar, nomeadamente através da carga fiscal.