Durão Barroso disse esta sexta-feira que espera e deseja a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa nas próximas eleições presidenciais de 24 de janeiro.

"Espero e desejo a vitória do professor Marcelo Rebelo de Sousa", disse o ex-presidente da Comissão Europeia e também antigo primeiro-ministro de Portugal, José Manuel Durão Barroso.

"Acho que o professor Marcelo Rebelo de Sousa, pela sua grande experiência, pela sua preparação e pelo seu sentido de Estado é sem dúvida o melhor candidato nestas eleições presidenciais. Penso que poderá vir a ser um excelente Presidente da República", frisou o social-democrata, que falava à margem da conferência "Competitividade e Crescimento de Portugal. Uma Perspetiva Europeia", promovida pela empresa de consultoria empresarial norte-americana A.T. Kearney, que hoje decorreu em Lisboa.

Durão Barroso considerou também que Marcelo é o candidato com "orientações e valores" mais próximos dos seus.

"E é com esse candidato com que eu me identifico. E com todo o respeito por outros candidatos, francamente acho que não estão ao nível da preparação, da capacidade e da competência política do professor Marcelo Rebelo de Sousa", afirmou.

Questionado sobre se considera que as eleições presidenciais se vão resolver na primeira volta, Durão Barroso disse que "esse não é o ponto essencial", mas sim que Portugal tenha um Presidente da República "eleito pela maioria dos portugueses", afirmando que "isso vai com certeza acontecer" e que espera que seja com Marcelo Rebelo de Sousa.

Durão Barroso falou também sobre o papel conciliador que Marcelo Rebelo de Sousa pode desempenhar, afirmando que o papel de um Presidente da República "é sempre de conciliação e de grande árbitro", ainda que às vezes isso seja "muito difícil", "porque a situação é muito polarizada".

"O professor Marcelo Rebelo de Sousa tem dito que se vê também nesse papel, eu acho que tem características para desempenhar esse papel, conhece como poucas pessoas em Portugal as regras do jogo político, tem uma base política de partido […], mas um Presidente da República deve ir para além dessa base política, deve ser capaz de proceder a certos consensos e o nosso país precisa desses consensos", afirmou.