Os ex-primeiros-ministros portugueses Durão Barroso e António Guterres preferiram responder por escrito à comissão de inquérito sobre a compra de material militar, informou, esta terça-feira, o deputado do CDS-PP Telmo Correia, que lidera os trabalhos.

A convocatória do presidente da Comissão Europeia cessante foi avançada pelo Bloco de Esquerda, secundada por PS e PCP, tendo a maioria, que se mostrara contrária à audição de antigos líderes de executivos, pedido a presença do atual Alto-Comissário para os Refugiados das Nações Unidas por «questões de equidade».

Ambos os requerimentos foram aprovados, mas existe a prerrogativa para Presidentes da República, Primeiros-ministros, assim como antigos titulares daqueles cargos de deporem por escrito, sem necessidade de se deslocarem ao Parlamento, algo justificado por Barroso e Guterres até pelo facto de se encontrarem no estrangeiro e em trânsito constante.

Os grupos parlamentares ficaram comprometidos a elaborar os respetivos questionários até às 18:00, devendo depois a mesa da Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas de Aquisição de Equipamentos Militares (aeronaves EH-101, P-3 Orion, C-295, F-16, torpedos, submarinos U-209 e blindados Pandur II) coligir as perguntas a serem enviadas.

Durão Barroso liderou o governo de coligação PSD/CDS-PP de 2002 a 2004, Guterres foi primeiro-ministro dos executivos minoritários socialistas entre 1995 e 1999 e entre 1999 e 2002.