O défice deteriorou-se 108 milhões de euros para 867,5 milhões de euros em maio, um aumento que pode ser explicado pela devolução de 20% dos salários da função e pelos encargos com juros da dívida, sustentou o PSD.

"Temos ainda um agravamento da receita, essencialmente por duas vertentes. Juros. Sabemos que a dívida é elevada e só a substituição de dívida de juros mais altos por juros mais baixos é que vai fazer baixar essa fatura. Por outro lado, o agravamento das despesas com pessoal, naturais, dado que há uma devolução de 20% aos funcionários públicos", afirmou o deputado Duarte Pacheco, nos Passos Perdidos do Parlamento. 

O parlamentar do PSD destacou o aumento das receitas fiscais, o qual, uma vez que não existiu aumento de impostos entretanto, significa recuperação da economia e combate eficaz à fuga ao Fisco.

"Temos um excedente primário que já tem uma melhoria de mais de 600 milhões (de euros) face ao mesmo período do ano passado em resultado do aumento da receita fiscal, que aumenta de forma generalizada, quer nos impostos diretos, quer indiretos. Isso significa que a receita decorre de um combate eficaz à fraude e à evasão fiscais e à recuperação da economia, hoje já evidente e que nenhum partido da oposição se atreve a contestar"


Duarte Pacheco referiu ainda a concentração no primeiro semestre de Obrigações do Tesouro, cujos rendimentos o Estado português tem de reembolsar aos titulares como uma das razões para o défice nas administrações públicas.

O parlamentar do PSD congratulou-se ainda com os números revelados hoje porque "evidenciam que o esforço que o Governo e os portugueses estão a fazer estão a dar resultados e as metas previstas para este ano podem ser alcançadas sem necessidade de medidas adicionais, fazendo com que o país saia do procedimento por défice excessivo".