O PSD lamentou hoje o cariz partidário das declarações do bastonário da OTOC relativamente à devolução da sobretaxa do IRS, garantindo que informações de que a evolução da receita de IRS e IVA está empolada “são incorretas”.

Na sexta-feira, depois de o Governo anunciar que poderá devolver 100 milhões de euros em crédito fiscal da sobretaxa de IRS em 2016, caso o aumento de 4,2% da receita fiscal proveniente de IRS e de IVA se mantenha no conjunto deste ano, o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC), Domingues Azevedo, considerou que se trata de “puro eleitoralismo”, já que a evolução da receita de IRS e IVA “está empolada”, porque ainda há reembolsos por fazer nos dois impostos.

Hoje, em declarações à agência Lusa, o deputado do PSD Duarte Pacheco afirmou que “essas informações são incorretas”, lamentando que “estas declarações tenham sido feitas de uma forma tão partidária, querendo entrar na campanha eleitoral”.
 

“Com esse tipo de intervenções com um cariz tão partidário faz-me sempre ficar nesta incerteza: se quem está a falar é o bastonário dos OTOC, se é o dirigente do PS. As pessoas quando assumem cargos têm que manter alguma isenção e claramente esse tipo de intervenções não são de um bastonário independente mas mais de um dirigente socialista”, condenou.


Na opinião do deputado social-democrata, estas informações “seriam por ventura pertinentes se tivéssemos a fazer projeções com base nas receitas de um, dois ou três meses”, mas o Governo “teve a seriedade de esperar pelo fim de um semestre e foi com base no fim de seis meses de execução que faz finalmente esta projeção”.
 

“São declarações feitas para confundir os portugueses e tentar que não se apercebam que se a evolução da receita fiscal no segundo semestre tiver a evolução pelo menos do primeiro semestre será possível devolver 20% da sobretaxa, naquilo que é um contrato muito sério com os portugueses”, criticou.


Duarte Pacheco recordou ainda que “nunca ninguém pôs em causa dos números da DGO” quando estes “nem sempre foram aqueles que o Governo mais desejava”.
 

“Agora porque os dados são favoráveis àquilo que o Governo possa dizer aos portugueses do trabalho feito, é que os dados são postos em causa”, criticou.