O presidente da concelhia do CDS do Porto, César Navio, disse esta quarta-feira ser contra a criação de "salas de chuto’"na cidade, já que esta medida iria aumentar o consumo e causar “degradação social”.

“Não estamos de acordo com a implementação de salas de chuto, mesmo que a título experimental, como o BE propõe”, afirmou o líder dos centristas do Porto um dia antes do debate em Assembleia Municipal extraordinária de uma proposta sobre a toxicodependência na cidade.

A proposta a ser apresentada pelo Executivo, explicou César Navio, visa a realização de “um estudo sobre a situação da cidade no que toca à toxicodependência e que permita a implementação de um plano de combate a este flagelo que afeta muitas pessoas e famílias na cidade”.

O CDS está “de acordo com essa proposta” mas contra a “medida específica de criação de salas de consumo assistido de drogas na cidade do Porto”.

“A implementação do consumo assistido daria origem a perturbação e degradação social, ao aumento de consumo, violência (…) e o problema da droga manter-se-á”, criticou César Navio.

No final de junho o PCP do Porto defendeu, em comunicado, que o Governo deve reativar o Instituto da Droga e da Toxicodependência e que um grupo de trabalho municipal apresente soluções para a dependência de drogas, sem excluir as chamadas salas de chuto.

O PCP do Porto revelava então que iria apresentar estas recomendações à Assembleia Municipal (AM) do Porto, explicando pretender que um grupo de trabalho daquele órgão apresente, no prazo de seis meses, “um diagnóstico da situação” do concelho e “propostas de medidas a considerar”, nomeadamente “a substituição de consumos e sem excluir consumo assistido de drogas”.

O debate do tema acabou por ser adiado para a Assembleia Municipal extraordinária de quinta-feira.

Já em abril o Bloco de Esquerda apresentou à Assembleia Municipal do Porto uma recomendação para que a câmara avance com a criação de um projeto experimental de sala de consumo assistido de drogas injetáveis