O Partido Socialista, que no ano passado alcançou um passivo de 21 milhões de euros, está a pedir dinheiro aos dirigentes locais que asseguram despesas para manter as secções abertas, como os gastos de água e luz. Segundo o Jornal de Notícias, o partido quer encarar esses pagamentos como contribuições ou donativos, não devolvendo o dinheiro.

Haverá, até, iniciativas canceladas pela falta de verbas. Os casos mais gravosos serão as distritais de Coimbra, Setúbal e Porto, nomeadamente as concelhias de Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Tábua e Oliveira do Hospital. E, em Leiria, Pedrógão Grande será outro dos casos.

O Porto é um dos casos onde ecoam apelos para que as despesas pagas sejam consideradas donativos, o que para o presidente da distrital Manuel Pizarro é legítimo, alegando que em causa está uma proposta, "não uma imposição unilateral".

É uma forma completamente transparente de regularizar situações que existem e que ninguém tem necessidade de esconder"

 O líder da Federação de Setúbal também vê com naturalidade esta questão.

O jornal, que tentou uma reação do responsável pelas finanças do partido, Luís Patrão, e da própria secretária-geral-adjunta, Ana Catarina Mendes. Ambos não quiseram comentar.

O partido recebeu 1,7 milhões de euros em quotas em 2015, sendo que cada militante para 12 euros por ano.