O PS manifestou-se esta terça-feira apreensivo com os resultados da operação de troca de dívida realizada por Portugal, considerando que as taxas de juro foram muito elevadas, o que não contribuiu para um custo médio sustentável da dívida.

Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo vice-presidente da bancada socialista Pedro Marques, após uma reunião com os líderes das confederações patronais sobre a reforma do IRC, que decorreu na sede nacional do PS.

Interrogado sobre o facto de Portugal ter conseguido 'empurrar' para 2017 e 2018 cerca de 6,64 mil milhões de euros de dívida que tinha de pagar originalmente em 2014 e 2015, numa operação de troca de dívida hoje realizada pelo IGCP, Pedro Marques frisou que o PS «há muito tempo que defende a renegociação de termos importantes da dívida pública, desde os prazos, mas também os juros».

«O Governo sempre disse que não, que não era preciso mais tempo, mas o que acabou por fazer foi no fundo encontrar mais tempo para o pagamento da dívida pública», respondeu o dirigente da bancada socialista.

No entanto, para Pedro Marques, «as condições em que esta operação decorreu, o momento e as taxas de juro oferecem-nos muitas preocupações».

«As taxas de juro são muito elevadas - e isso significa que o Governo não tem perspetivas sólidas de redução das taxas de juro. A operação feita com estas taxas de juro não contribuiu para um custo médio mais sustentável da nossa dívida pública», advertiu Pedro Marques.