Notícia atualizada às 13:31

O discurso do ministro Paulo Portas no debate da votação do Orçamento do Estado para 2014 foi interrompido por um protesto do público que assistia ao debate nas galerias. Os manifestantes gritaram «assassinos», quando Portas começou a discursar.

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, mandou retirar o público das galerias e o debate prosseguiu. Antes de retomar o discurso, Portas fez notar o direito de todos a manifestarem opiniões. «Senhora Presidente, aqui reafirmo a minha convicção do direito ao protesto e a confiança na representação popular do povo português, em nome do qual cada um de nós aqui está», disse.

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Os cerca de 20 manifestantes, que empunharam papéis a formar a palavra «Rua» e outros cartazes - com a inscrição «carrascos do povo», por exemplo -, gritaram ainda que «está na hora de o Governo se ir embora» e «fascistas!».

A retirada dos manifestantes foi forçada pelos agentes da PSP presentes e os papéis prontamente rasgados e arrancados das suas mãos, embora alguns tenham caído ou sido arremessados para o hemiciclo, junto de vários deputados.

À porta da Assembleia da República, junto às escadarias, vários milhares de pessoas reuniram-se e protestaram também contra o executivo liderado por Passos Coelho e a sua proposta de orçamento, numa ação convocada pela CGTP.

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Na sua intervenção, o vice-primeiro-ministro, enalteceu a importância deste Orçamento do Estado que marca o início de um novo ciclo para Portugal.

«Estamos na reta final de um pesadelo (...) de um programa que tornou Portugal num país como sendo um doente nos cuidados intensivos à espera que algum médico nos dê alta», disse Paulo Portas, neste que foi o segundo dia de debate do Orçamento do Estado para o próximo ano.

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