A maioria PSD, aprovou esta sexta-feira, na Câmara da Covilhã, um protesto contra o Governo, por considerar que está a travar investimentos no concelho e a privilegiar o concelho de Castelo Branco, anunciou o vice-presidente João Esgalhado.

De acordo com a agência Lusa, a construção de uma central de biomassa, uma nova barragem e a via periférica à cidade, são alguns dos exemplos de investimentos que a Câmara gostaria de já ter visto lançados.

«Esperámos três anos, a chamar a atenção, a intervir, a elaborar os dossiers e a apresentá-los nos sítios certos. O nosso trabalho de casa tem sido feito», referiu João Esgalhado.

«Agora queremos que da parte do Governo haja respostas e se entender que são negativas, que tenha coragem de o dizer», sublinhou.

Ao mesmo tempo, o vice-presidente acusa o Governo de discriminar o concelho por decidir centralizar em Castelo Branco vários serviços regionais do Estado, como «a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, a Segurança Social e agora vai ser centralizada a ASAE».

«E porque não consultaram a Covilhã?», questionou.

«Percebemos que o responsável da ASAE é de Castelo Branco e haverá ali alguma afinidade afectiva. Mas não pode ser esse o critério», referiu, numa alusão implícita a Fernando Serrasqueiro, secretário de Estado do Comércio, que tutela o organismo.

«Não achamos correcta esta discriminação que estamos a sentir cada vez mais», concluiu.

O vereador socialista Miguel Nascimento votou contra o protesto, considerando que surge devido à proximidade do período eleitoral.

«Nunca vi uma moção de congratulação pelas obras, apoio ou investimentos do governo na Covilhã. Este protesto só se explica porque estamos a entrar de forma vertiginosa num período de vários actos eleitorais», referiu, considerando «errado» envolver outras câmaras do distrito no assunto.