"Não tem o direito de governar quem ganhou as eleições nas urnas, mas quem conseguiu o apoio parlamentar.  A decisão de não dar posse a um governo chefiado por António Costa seria uma decisão na fronteira entre o constitucional e o inconstitucional. Se analisarmos em profundidade seria inconstitucional."


"Se há partidos que fazem um acordo com maioria parlamentar  é evidente que o Presidente da República tem obrigação de nomear esse Governo, que é formado de acordo com a Constituição, de acordo com as regras."


"O acordo ainda não existe, ainda não está assinado, por isso acho que o Presidente da república foi longe demais. Podia ter dito que tinha as maiores dúvidas, mas dizer que é inconsistente quando ele ainda não existe e ainda não o conhece, acho um bocadinho prematuro."


"Quando votei no PS não previa estes desenvolvimentos. Não teria dito publicamente que iria votar PS porque sei que isso pode ter induzido pessoas a votar no PS que agora têm todo o direito de dizer 'eu fui enganado'. Eu não me sinto enganado porque António Costa sempre recusou a ideia de arco da governação e, mais do que isso, ele foi muito firme na frase que leu na noite eleitoral 'não contem com o PS para derrubar o Governo de Passos Coelho com uma coligação negativa'"


"Não teria nenhum problema se o governo fosse do PS sozinho, mas a minha elasticidade política só vai da coligação ao PS."