O vice-presidente do CDS-PP Diogo Feio e o vice-líder da bancada parlamentar centrista João Almeida defenderam hoje um "Partido de Propostas", mais "pragmático", "autêntico e verdadeiro", com políticas "da base para o topo", no 26.º Congresso, em Gondomar.

Defendendo a moção "Uma esperança para um novo ciclo", Diogo Feio declarou que a sigla "PP" (Partido Popular) deve passar a significar "Partido das Propostas, propostas de reforma", nomeadamente nas áreas da Educação e da Economia e não limitou o sonho: "Portugal nunca teve, na sequência de eleições uma primeira-ministra, quem sabe se essa primeira será do CDS?", perguntou, referindo-se à candidata à sucessão de Paulo Portas na presidência, Assunção Cristas.

Devemos aprender com o que aconteceu em Portugal, Irlanda, Espanha, onde quem ganhou não conseguiu formar uma maioria, para formar uma maioria europeísta, moderada e reformista. Temos de aprender essa lição e mudar a postura numa vida política cada vez mais de geometria variável", afirmou.

O antigo líder parlamentar do CDS-PP e eurodeputado argumentou que as recentes eleições para Presidente da República "demonstram, pela terceira vez consecutiva, que o centro-direita pode ter mais de 50% dos votos, com um discurso simples, que deu esperança aos portugueses" e há que "transpor, no plano partidário, essa esperança para o CDS".

Com o texto "Fazer melhor, um CDS com ambição", João Almeida afirmou que "não é a esquerda que define os temas de que o CDS pode falar", como a precariedade laboral, cultura ou o ambiente.

Precisamos de ser pragmáticos. Podemos manter a nossa matriz democrata-cristã, conservadora, liberal, mas ser, acima de tudo, pragmáticos. As pessoas não votam naqueles que dizem o mesmo que outros, no passado, disseram sobre as mesmas coisas", defendeu o deputado centrista e ex-secretário de Estado da Administração Interna - um partido "mais autêntico, mais verdadeiro".

Nunca rejeitando e, pelo contrário, reafirmando "tudo o que é património do CDS, em termos ideológicos, de tradição de "serviço público" e "capital humano", o partido, segundo João Almeida, "partindo de património tão grande, tem de saber investir e rentabilizar".

"Construir opções e políticas da base para o topo e não servir de mera correia de transmissão do topo para a base. O passar palavra é essencial", insistiu, promovendo a ideia de "referendos internos", "consultas ‘on-line', envolvendo os militantes nas decisões sobre candidatos", pois "as pessoas não estão contra a política, estão abertas, mas não gostam ou é-lhes insuficiente a forma como se faz política. O problema está nos políticos e temos obrigação de melhorar", frisou.