«Qualquer pessoa que ponha em causa uma instituição deve imediatamente apresentar o seu pedido de demissão ou de suspensão de funções». É esta a reação da ministra da Justiça à detenção  da secretária-geral do ministério por si liderado, Maria Antónia Anes, e do presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, no âmbito da investigação dos vistos gold.

Paula Teixeira da Cruz foi questionada pela agência Lusa o eventual afastamento daqueles dois funcionários.

«Qualquer pessoa que ponha em causa uma instituição deve imediatamente apresentar o seu pedido de demissão ou o seu pedido de suspensão de funções em função daquilo que é a imagem das instituições e da instituição que dirige. Portanto, seguirei a minha linha, como sempre seguir»
 


Paula Teixeira da Cruz lamentou que existam situações destas, mas realçou que não terá «contemplação». «Ninguém está acima da lei e o tempo da impunidade acabou». É nessa lógica que a ministra encara a situação.

Os detidos são suspeitos de crimes de corrupção, tráfico de influências, peculato e branqueamento de capitais. No âmbito da mesma investigação, e segundo a Polícia Judiciária, foram detidas ainda oito pessoas. No total são, portanto, 11.

A   TVI24 sabe que foram feitas, também, buscas no Ministério do Ambiente, no gabinete da sua secretária-geral.

Quanto às capacidades da PJ em termos operacionais para realizar investigações da criminalidade mais complexa e sofisticada, Paula Teixeira da Cruz afirmou que a Polícia Judiciária viu «aumentado o seu orçamento em matéria de funcionamento».

Contudo, em termos de investigação, frisou que não interfere «com aquilo que são poderes e separação de poderes».