O líder parlamentar do PSD considerou hoje que a nova redução da taxa de desemprego em Portugal demonstra que começam a existir sinais consistentes de recuperação económica, contrariando o negativismo de alguns agentes políticos.

Para o líder parlamentar do PSD, os mais recentes dados sobre a taxa de desemprego «atestam uma nova diminuição, quer de forma continuada face ao mês anterior, quer de forma homóloga face ao mesmo período do ano passado».

«Trata-se de um sinal muito positivo, que contraria muito do negativismo de alguns agentes políticos, porque, de facto, do lado da economia e do lado da criação de emprego, há sinais consistentes de recuperação que não podem deixar de ser realçados», apontou Luís Montenegro.

O presidente do Grupo Parlamentar do PSD destacou depois o facto de a taxa de desemprego, em termos homólogos, ter caído 1,2 por cento face ao mesmo mês do ano passado, «o que significa um desempenho que só encontra paralelo em fevereiro de 1999».

«Apesar de estarmos ainda na presença de níveis de desemprego elevados, começa a haver uma quebra consistente e sólida, fazendo com que o resultado venha diminuindo já desde o início do ano. Estamos perante o nono mês consecutivo em que há uma descida da taxa de desemprego», salientou Luís Montenegro.

CDS-PP diz que descida do desemprego consolida «retoma da economia»

O CDS-PP defendeu hoje que a descida da taxa de desemprego conjugada com vários indicadores económicos demonstra que «há uma retoma da economia portuguesa» que se está a consolidar e «prolongar no tempo».

«Pelo nono mês consecutivo, a taxa de desemprego desce em Portugal, ao contrário e arrepio do que tem sido a tendência na comunidade europeia, na Europa a 28, onde a taxa de desemprego há quatro meses que não desce», afirmou aos jornalistas no Parlamento o deputado do CDS-PP Artur Rego.

De acordo com os dados divulgados hoje pelo Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal desceu em outubro, pelo oitavo mês consecutivo, para os 15,7% por cento, depois de entre janeiro e fevereiro deste ano ter estagnado.

«Isto somado aos restantes fatores que têm sido do conhecimento público, do aumento da produção industrial, da agricultura, ao aumento das exportações, são fatores positivos que indiciam que há uma retoma da economia portuguesa, consolidada, consistente, que se está a prolongar no tempo», sustentou Artur Rego.

«Portanto, indicia que o programa, sendo embora um programa que tenha causado sofrimento ou restrições, não foi em vão, não foi tempo perdido, e os portugueses podem ver agora que as medidas que foram tomadas começam a dar os seus frutos», concluiu o deputado centrista.

A taxa de desemprego em Portugal desceu em outubro, pelo oitavo mês consecutivo, para os 15,7%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Eurostat, que reviu em baixa os valores dos últimos meses.