"Não tem credibilidade". "Não sabe do que fala". "Mente compulsivamente". O Partido Socialista reage à subida do desemprego e à alegada manipulação de contas da Parvalorem, a gestora pública dos ativos tóxicos do ex-BPN atacando o Governo na pessoa do primeiro-ministro. 

Em Setúbal, onde a caravana socialista parou numa praça para realizar um almoço-comício, foi o socialista Eduardo Cabrita quem reagiu em nome do PS. 

"Os dados hoje revelados demonstram a falta de credibilidade de Passos Coelho. O primeiro-ministro não sabe do que fala e sistematicamente mente aos portugueses. A revelação de manipulação das contas do BPN, a revelação de que não haverá antecipação de empréstimo ao FMI, pelo contrário, haverá uma nova emissão de dívida pública mostra o governo no seu desespero, revelando que a dívida aumenta, que o défice ao nível de 2011, que o défice de 2015 miragem que só a propaganda do governo acredita", enumerou. 

A poucos dias das eleições, e na reta final da campanha, os socialistas instam mais uma vez o atual chefe de Governo e líder da coligação Portugal à Frente a esclarecer os portugueseses quer sobre o processo de liquidação do BPN, quer sobre os custos para os contribuintes do Novo Banco. 

O Ministério das Finanças negou entretanto ter manipulado ou ocultado as contas da Parvalorem, uma notícia avançada esta manhã pela Antena 1. Isso não chega, para o PS, passando a responsabilidade novamente para Passos Coelho: "Não tem qualquer credibilidade o primeiro-ministro. Quando fala nestas matérias, é normalmente misto de ligeireza e de mentira compulsiva".  

Depois de domingo, dia das eleições "obviamente tudo será apurado nesta matéria": quer 2a verdadeira dimensão do impacto do Novo Banco, quer da Parvalorem. Não podemos antecipar o que não conhecemos", por agora, vincou. 

Já a subida do desemprego para 12,4% em agosto, Eduardo Cabrita carregou na ironia: "É algo extraordinário. Quando o turismo tem maior capacidade de criar emprego sazonal, o desemprego está a subir, expressando o mito da propadanda do Governo". Por isso, entende que "não há nenhuma alteração estrutural" na economia, como o governo apregoa.