O PS considerou animadores os dados que situam a taxa de desemprego nos 8,8%, no segundo trimestre de 2017, destacando que revelam a maior criação líquida de emprego dos últimos 19 anos.

O Grupo Parlamentar do PS olha com muito agrado e com muito otimismo para estes dados relativos ao segundo trimestre, porque não só há uma descida de 1,3 na taxa do desemprego para 8,8, como ela também traduz, se compararmos com o período homólogo em 2016, uma redução de dois pontos. É a mais baixa desde o primeiro trimestre de 2009”, afirmou à Lusa o deputado socialista Pedro Delgado Alves.

Segundo o deputado, “além de representar uma diminuição do desemprego, é também acompanhada de um aumento e de criação líquida de emprego, essa sim a maior dos últimos 19 anos, quase o dobro da zona euro e do conjunto da União Europeia”, destacou.

Também o Bloco de Esquerda (BE) considerou positivos os dados que revelam que o desemprego baixou no segundo trimestre do ano e pediu alterações às leis laborais para proteger os trabalhadores.

A taxa de desemprego baixou 1,3 pontos percentuais para os 8,8% no segundo trimestre de 2017, face ao anterior, e recuou 2,0 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2016, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

São dados positivos para o país e para a economia e o Bloco de Esquerda sempre disse que ao crescimento da economia tem que corresponder o crescimento do emprego, caso contrário é virtual e as pessoas não o sentem e o desemprego é um dos maiores flagelos deixado pelas políticas de austeridade”, afirmou à Lusa a deputada Joana Mortágua.

"Da mesma forma que o aumento do salário mínimo ajudou ao crescimento da economia e do emprego, ao contrário de todas as previsões de catástrofe que a direita fez e que os patrões fizeram, achamos que uma alteração às leis laborais que proteja os trabalhadores, que não facilite o despedimento e que trave o crescimento do trabalho temporário e da precariedade são medidas essenciais para consolidar o crescimento do emprego", defendeu.

Para o BE, "o que o aumento do emprego provou é que quanto mais direitos e mais rendimentos, quanto mais recuperação de condições de vida mais a confiança na economia cresce, mais o emprego cresce”, sustentou.

Não tem havido maioria no parlamento [para alterações ao Código do Trabalho] porque o Partido Socialista não tem estado aberto para alterações ao código do trabalho. Nós achamos que são uma peça fundamental para consolidar o crescimento emprego em emprego com direitos", lembrou.

Ainda de acordo com as estatísticas do emprego divulgadas pelo INE, a população desempregada, estimada em 461,4 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 11,9% (menos 62,5 mil pessoas), “prosseguindo as diminuições trimestrais observadas desde o segundo trimestre de 2016”.

Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se uma diminuição de 17,5% (menos 97,9 mil).