
O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusa o primeiro-ministro de ficar de «braços cruzados» perante o aumento do número de desempregados e questionou porque não aceita a proposta para criação de emprego e crescimento económico.
Ao falar na sessão de encerramento da Convenção Autárquica Distrital do PS/Viseu, em Santa Comba Dão, Seguro lamentou ter ouvido hoje o primeiro-ministro dizer, «de uma forma completamente insensível, que o país tinha que se preparar para níveis de desemprego como nunca tinha conhecido na sua história», informa a agência Lusa.
«Ainda mais senhor primeiro-ministro? Ainda mais desemprego? E o senhor fica de braços cruzados sem fazer nada, dizendo que é a realidade que se impõe?», questionou.
O líder socialista questionou também Pedro Passos Coelho sobre «porque é que chumbou a proposta (do PS) com as doze medidas para relançar a economia e o emprego na zona euro e também em Portugal».
António José seguro desafiou Passos Coelho a juntar-se ao PS e «a outras vozes no interior da União Europeia, e agora também algumas vozes da sua família política, no sentido de dotar a UE de instrumentos e de políticas para dinamizar a economia e apoiar as pequenas e médias empresas», que criam postos de trabalho e riqueza.
«Quando nos dizem que é impossível acrescentar uma adenda ao Tratado Europeu, eu respondo-lhes: o que é impossível é os portugueses continuarem com o nível de desemprego a que estamos a assistir. O que é impossível é os portugueses continuarem a aguentar tantos sacrifícios sem verem um sentido para os sacrifícios que estão a fazer», considerou.
«Ontem (segunda-feira) ficámos a saber, de uma forma que eu até me abstenho de caracterizar, que afinal só em 2018 é que vão ser devolvidos o subsídio de Natal e o subsídio de férias aos portugueses. Como é que se pode acreditar nestas promessas?», questionou.