Apoiantes do Partido Nacional Renovador (PNR) envolveram-se este sábado em confrontos físicos no Porto durante uma ação de campanha para as eleições europeias, disse à Lusa o presidente do partido, José Pinto Coelho.

Segundo o responsável partidário, membros do partido e apoiantes realizavam uma «pequena arruada» com o cabeça de lista às eleições de dia 25 de maio, Humberto Nunes Oliveira, durante a qual ouviram «insultos e provocações» por um grupo de pessoas, cuja dimensão não conseguiu precisar.

«Três, mais corajosos - duas mulheres e um homem -, foram sempre atrás de nós a chatear», referiu o presidente do partido, relatando que, já na Praça da Batalha, esse indivíduo, «bastante encorpado», tentou «derrubar uma bandeira do PNR, agredindo e atirando ao chão» uma pessoa que integrava a comitiva do partido.

«Houve ali um pequeno desacato», disse, acrescentando que dois elementos do partido ficaram feridos, com cortes nas mãos, tendo um deles sido assistido no local pelo INEM, enquanto «o agressor ficou ferido na cabeça».

A polícia foi chamada ao local e identificou o homem, disse à Lusa fonte do comando do Porto.

Pinto-Coelho anunciou que o partido vai «apresentar uma queixa-crime contra essa pessoa, porque viola um sem-número de coisas, desde logo a liberdade política de um partido fazer a sua propaganda, além das ameaças físicas».

«Foi a primeira vez, desde que o PNR foi criado, em 2000, que houve uma situação deste estilo», disse o presidente do PNR, que considera que as pessoas envolvidas nos desacatos de hoje demonstraram «intolerância, medo do crescimento do nacionalismo e falta de civismo».

Contactada pela Lusa, fonte da PSP do Porto confirmou a ocorrência, sem adiantar mais pormenores.

Pinto-Coelho revelou ainda que esta semana um elemento do partido apresentou queixa na polícia do Porto contra o «Núcleo Antifascista Porto», que convocou, através da rede social Facebook, um evento «para mostrar resistência» durante a ação de campanha do partido.

Em declarações à Lusa, uma apoiante do PNR, Gravelina Oliveira, relatou o sucedido e descreveu que os «desconhecidos» proferiram insultos, entre os quais chamando de «assassinos».