O Presidente da República fez hoje votos para que a construção de pontes de entendimento no parlamento seja «frutuosa e benéfica» e pediu uma «atenção muito particular» aos mais vulneráveis e frágeis.

«Os órgãos de soberania não podem deixar de prestar uma atenção muito particular àqueles que são os mais vulneráveis, os mais frágeis da nossa sociedade, onde se encontram naturalmente aqueles que não têm emprego», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na sessão de apresentação de cumprimentos de Boas Festas da Assembleia da República, que decorreu no Palácio de Belém.

Falando perante a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, os restantes membros da mesa e representares de todos os grupos parlamentares, Cavaco Silva enfatizou ainda a necessidade de nestes «tempos bastante difíceis» os titulares de órgãos de soberania demonstrarem abertura ao diálogo.

«O Parlamento é também o local onde se procura estabelecer pontes de entendimento, compromissos, onde há um esforço de diálogo entre as diferentes sensibilidades que estão presentes nessa casa. Todos esperamos que essa construção de pontes seja frutuosa e seja benéfica para a satisfação do interesse nacional», disse.

Repetindo a ideia deixada na quarta-feira na apresentação de cumprimentos de Boas Festas do Governo de que «2014 seja um ano de viragem e de mais esperança para todos os portugueses», o chefe de Estado voltou também a manifestar a sua total abertura à cooperação institucional com o Parlamento.

«Podem contar com o empenho do Presidente da República», assegurou.

Antes, a presidente da Assembleia da República já tinha destacado a importância de neste «tempo difícil» existirem «instituições sãs», energia, atitudes positivas e uma «solidariedade institucional dentro dos equilíbrios constitucionais marcada na colaboração e na solicitude».

«A proximidade do parlamento, numa espécie de sã conspiração para a felicidade do nosso povo, para a intervenção no mundo que é a nossa tarefa de largo alcance», sublinhou, fazendo votos para que 2014 seja «um tempo auspicioso de reforço da esperança» e «um tempo redentor».