O advogado Garcia Pereira anunciou hoje que apresentou a demissão do PCTP/MRPP, depois de ter sido suspenso do Comité Permanente do Comité Central.

“Informo que, embora com uma enorme mágoa, mas também com a firme convicção de que a História não nos deixará de julgar a todos, me vi constrangido, como única alternativa com um mínimo de dignidade, a apresentar, no passado dia 18 de novembro, a minha demissão”


Garcia Pereira justificou a decisão com os “permanentes ataques pessoais e imputações infamantes de toda a ordem, sem qualquer possibilidade de debate”, que estão a ser feitos contra si no jornal do partido na Internet, lê-se num comunicado que é citado pela Lusa. 

O político sublinha, ainda, que não vai prestar mais declarações ou informações sobre o assunto.

A suspensão do comité permanente aconteceu após as legislativas do dia 4 de outubro. O PCTP/MRPP não elegeu representação parlamentar e o site oficial do partido fez notar que "obteve uma votação nacional inferior, em quase três mil votos, à votação nacional do sufrágio legislativo de 2011, perdeu mais de três mil votos no círculo de Lisboa, mais de mil e duzentos votos no concelho da capital, cerca de quatrocentos votos na Região Autónoma da Madeira e, com relação ao sufrágio regional de março passado naquele arquipélago, desapareceram mais de seiscentos votos". 

 "[Isso deve-se] à incompetência, oportunismo e anticomunismo primário do secretário-geral do Partido e dos quatro membros do comité permanente do comité central, que tudo fizeram para sabotar a aplicação do comunismo, do marxismo-leninismo, dos métodos de trabalho, do programa político e da linha de massas que sempre caracterizaram a vida e luta do Partido"Garcia Pereira e os outros membros suspensos têm até dia 20 para apresentar ao Comité Central um relatório político das suas atividades, "com a respetiva autocrítica", lia-se no comunicado emitido no site, a 14 de outubro.