demissão do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural











Quercus surpreendida

O presidente da Quercus mostrou-se hoje surpreendido com a demissão do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural e defendeu a sua substituição, em vez da repartição de competências pela restante equipa ministerial.

«Foi para nós uma surpresa grande, não estávamos à espera, ainda para mais nesta fase final do mandato do governo e até porque já é o segundo secretário de Estado que existe», Nuno Sequeira.

O presidente da Quercus mostrou-se preocupado com o facto de «aparentemente» o ministério da Agricultura e Mar, liderado por Assunção Cristas, não estar à procura de um substituto e defendeu que o lugar merece um secretário de Estado a tempo inteiro.

«Se isso se confirmar é preocupante, na medida em que a área das florestas é uma área estruturante da política do nosso país, não só a nível ambiental, mas também a nível social e económico», assinalou Nuno Sequeira.

«Vamos aguardar explicações da senhora ministra (…) para tentarmos perceber melhor qual é o modelo proposto pelo ministério, sendo que achamos que esse modelo tem de passar sempre pela substituição do secretário de Estado e não por uma proposta deste tipo em que os secretários de Estado e a ministra ficariam a acumular o cargo de secretário de Estado das Florestas», acrescentou.

Para Nuno Sequeira, esta é uma área que «precisa de um secretário de Estado a tempo inteiro», pois implica um «desenho estratégico» a longo prazo que só é possível com uma equipa completa.

O presidente da Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) manifestou-se hoje preocupado com a saída do secretário de Estado das Florestas do Governo, atendendo à importância do setor.

«A nossa reação é de surpresa, nada fazia prever a sua saída, até pelo trabalho que tinha vindo a fazer, de conciliador de todos os agentes do setor», afirmou, em declarações à Lusa, o presidente da ANEFA, Pedro Serra Ramos.

«Ficamos preocupados com a sua saída, nomeadamente numa altura em que o novo quadro [comunitário] está a ser alvo de negociações em Bruxelas e as florestas são um pilar» do setor primário, acrescentou.